Raphael

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Sexta, 19 Outubro 2018 17:07

Celebremos São Frei Galvão

 No mês de outubro a Igrejacelebra não só a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, como também o padroeiro do país, São Pedro de Alcântara, cuja memória litúrgica é recordada neste dia 19 de outubro. Franciscano, o santo teve sua vidamarcada pela penitência e mortificações.

Nasceu em 1499, em Alcântara, na Espanha, e desde pequeno cultivou a oração. Estudou na Universidade de Salamanca, onde descobriu sua vocação e decidiu entrar para a Ordem dos Franciscanos, embora seu pai desejasse que ele seguisse carreira na área de Direito.

Pedro foi ordenado sacerdote e se tornou exemplo de uma vida dedica à oração, ao jejum, ao desapego dos bens materiais e severo exercício de penitências e mortificações. Usava um hábito surrado e tinha poucas horas de sono por dia.

Tornou-se superior de vários conventos, sendo um modelo em estrita conformidade com as regras da comunidade. Suas orações levaram muitos à conversão.

A fim de que os religiosos vivessem mais a mortificação, oração e meditação, São Pedro de Alcântara fundou o ramo franciscano de “estrita observância” ou “Alcantarinos”.

Entre seus amigos, encontram-se São Francisco de Borja e Santa Teresa D’Ávila, de quem foi diretor espiritual e apoiou nas reformas da Ordem das Carmelitas.

Aos 63 anos, em 1562, morreu de joelhos, dizendo as palavras do Salmo 121: “Que alegria quando me vieram dizer: Vamos subir à casa do Senhor”.

Foi confessor e diretor espiritual de Santa Teresa de Ávila e ajudou na reforma da Ordem Carmelita. Santa Teresa escreveu sobre ele: “Modelo de virtudes era Frei Pedro de Alcântara! O mundo de hoje já não é capaz de uma tal perfeição. Este homem santo é de nosso tempo, mas seu fervor é forte como de outros tempos. Tem o mundo a seus pés. Que valor deu o Senhor a este santo para fazer durante 47 anos tão rígida penitência!”.

Santa Teresa D’Ávilla disse que São Pedro de Alcântara apareceu para ela após sua morte e disse: “Felizes sofrimentos e penitência na terra, que me conseguiram tão grandes recompensas no céu”.

Durante sua vida, sendo um notável pregador, foi o confessor do Rei Dom João III, de Portugal. Tornou-se, mais tarde, o santo de devoção da Família Real. Seu nome, Pedro de Alcântara, foi escolhido como nome de batismo dos dois imperadores do Brasil – Dom Pedro I e Dom Pedro II.

Foi Dom Pedro I quem solicitou ao Papa que proclamasse São Pedro de Alcântara padroeiro do Brasil. E, assim foi feito, em 1826, pelo Papa Leão XII.

Confira a seguir a oração a São Pedro de Alcântara:

Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.

De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.

Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Concede-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.

Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!

Quarta, 17 Outubro 2018 09:58

Eleito novo Governo Provincial

Em Nome do Senhor, na tarde do dia 16 de outubro de 2018, os Frades Menores, da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil elegeram os novos Irmãos para o Governo Provincial, para o triênio (2018-2021) 

Santa Teresa D’Ávila (1515-1582), a primeira mulher Doutora da Igreja, relatou em seus escritos uma das experiências místicas que marcou profundamente seu coração. Este fato foi tão impactante que a levou a fazer um voto especial a Deus que a impulsionou em suas reformas, fundações e caminho de santidade.

A santa e escritora mística conta que certa vez viu á sua esquerda um anjo em forma humana. Era de baixa estatura e muito belo, seu rosto reluzia e deduziu que devia ser um querubim, um dos anjos de mais alto grau.

“Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus”, descreveu Santa Teresa.

“A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus”.

“Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto”, explicou a Doutora da Igreja (O Livro da Vida 29,13).

Este tipo de vivência espiritual é chamado na Igreja como “transverberação”, que é a experiência mística de ser transpassado no coração causando uma grande ferida.

Mais tarde, buscando responder a este presente divino, Santa Teresa fez o voto de fazer sempre o que lhe parecesse mais perfeito e agradável a Deus. Foi assim que no resto de sua vida, a reformadora e fundadora carmelita se esforçou por cumprir perfeitamente este juramento.

Quando a santa partiu para a Casa do Pai, a autópsia revelou que no coração de Santa Teresa estava a cicatriz de uma grande e profunda ferida. Na família carmelita, a festa da “transverberação” de Santa Teresa de Jesus é celebrada no dia 26 de agosto.

Como legado, a Doutora da Igreja também deixou plasmada sua experiência mística na seguinte poesia de amor, intitulada “Meu Amado é para mim”:

Entreguei-me toda e assim
Os corações se hão trocado
Meu Amado é para mim,
E eu sou para o meu Amado.

Quando o doce Caçador
Me atingiu com sua seta,
Nos meigos braços do Amor
Minh'alma aninhou-se quieta.
E a vida em outra, seleta,
Totalmente se há trocado:
Meu amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.

Era aquela seta eleita
Ervada em sulcos de amor,
E minha alma ficou feita
Uma com o seu Criador.
Já não quero eu outro amor,
Que a Deus me tenho entregado:
Meu Amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.

Segunda, 15 Outubro 2018 09:10

Semeie Flores

“Não jogue espinhos na estrada... na volta você pode estar de pés descalços” (Autor Desconhecido).

 

O mais importante na jornada da vida não é o tempo ou as distâncias percorridas, e, sim, onde queremos chegar. Faz-se necessário ter uma busca, um alvo, uma meta a ser atingida... A estrada que trilhamos poderá servir para outras pessoas, daí a necessidade de cuidar bem dela, de semear flores e permitir que seja agradável!

 

Mesmo que sejam oscilantes, o mais importante são os laços afetivos que criamos ao longo da nossa caminhada. E que tentar entender as coisas de uma forma racional, buscar respostas, justificativas e certezas não passa de uma experiência vazia e, na maioria dos casos, desgastante. É preciso saber reconhecer que algumas dessas coisas só encontram respostas na meditação do coração...

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

No próximo domingo, 14 de outubro, no marco do Sínodo dos jovens que acontece em Roma, o Papa Francisco canonizará 7 beatos, entre os quais o Papa Paulo VI, Dom Óscar Arnulfo Romero e Nazaria Ignacia de Santa Teresa de Jesus, que se tornará a primeira santa da Bolívia.

A seguir, apresentamos o que deve saber sobre os novos santos que a Igrejaterá a partir do próximo domingo.

1. Paulo VI

O Beato Paulo VI é o Papa da Encíclica Humanae Vitae, a visionária encíclica sobre a defesa da vida e da família na qual advertiu sobre os problemas que o mundo de hoje sofre por causa da mentalidade anticonceptiva.

Este Pontífice foi também quem levou à conclusão o Concílio Vaticano II, iniciado em 1962 por São João XXIII.

Giovanni Battista Montini nasceu na Lombardia (Itália), em 26 de setembro de 1897. Foi eleito Papa em 21 de junho de 1963. Depois de 15 anos de pontificado, faleceu em Castel Gandolfo, em 6 de agosto de 1978.

2. Dom Romero

O Arcebispo de San Salvador nasceu em Ciudad de Barrios (El Salvador), em 15 de agosto de 1917 e morreu mártir por ódio à fé em 24 de março de 1980, assassinado quando celebrava a Missa em meio a uma nascente guerra civil entre a guerrilha de esquerda e o governo ditatorial de direita.

Segunda as investigações, a autoria do assassinato aponta para um grupo de aniquilação vinculada à ditadura militar, que acreditava que Dom Romero era próximo da guerrilhar marxista devido à sua preocupação pelos pobres, uma acusação longe da realidade.

Em sua luta pelos mais pobres e em suas denúncias contra a ditadura, o futuro santo esteve respaldado pelos Papas Paulo VI e São João Paulo II.

3. Nazaria Ignacia de Santa Teresa de Jesus

Nasceu em 10 de janeiro de 1889, em Madri (Espanha). Depois de alguns anos nas Irmãs dos Idosos Desamparados, fundou em 1927 uma nova congregação: as Irmãs Missionárias Cruzadas da Igreja, com a qual serviu aos mais necessitados e às mulheres na Bolívia.

Em 1938, chegou à Argentina, onde promoveu várias instituições a favor dos jovens e dos pobres. Morreu em Buenos Aires, em 1943. Será a primeira santa da Bolívia.

4. Pe. Vincenzo Romano

Vincenzo Romano foi sacerdote diocesano, nasceu em 3 de junho de 1751, em Torre del Greco (Itália). Recebeu a ordenação sacerdotal em 1775.

Trabalhou na reconstrução de Torre del Greco, cidade que ficou quase totalmente destruída depois da erupção do vulcão Vesúvio, em 1794. Além disso, inventou a “rastreadora”, uma estratégia missionária para reunir, com o crucifixo na mão, grupos de pessoas ou transeuntes, improvisar uma pregação e, em seguida, acompanha-los à igreja ou oratório mais próximo para rezar juntos.

Muitas vezes se tornou um mediador entre os donos dos corais e os marinheiros que enfrentavam os riscos e o cansaço da pesca. Morreu em 20 de dezembro de 1831.

5. Maria Catarina Kasper

Nasceu em 26 de maio de 1820. Em 1845 começou sua vida religiosa junto com alguns colegas e, em 1848, no dia da Assunção, abriu seu lar para os pobres do país. À nova associação deu o nome de Escravas Pobres de Jesus Cristo.

A Madre Maria Catarina acompanhou a formação das noviças e a abertura de novas casas, inclusive no exterior, para ajudar os imigrantes alemães. Morreu em 2 de fevereiro de 1898.

6. Francesco Spinelli

Nasceu em Milão em 14 de abril de 1853, foi ordenado sacerdote em 1875, começou o seu apostolado com os pobres da paróquia do seu tio Pe. Pietro. Em 1882, conheceu Catarina Comensoli, que desejava se tornar religiosa de uma congregação cujo propósito era a Adoração Eucarística.

Entre milhares de vicissitudes ocorre a fundação de um instituto que deveria se dividir. A Madre Comensoli estabeleceu a Congregação das Irmãs Sacramentinas e Francesco, a Congregação das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento.

Cuidou dos marginalizados, rechaçados e criou escolas, oratórios, ofereceu assistência aos enfermos ou idosos solitários. Morreu em 6 de fevereiro de 1913.

7. Nunzio Sulprizio

Inicialmente, estavam programadas seis canonizações para o dia 14 de outubro, segundo anunciou o Vaticano em 19 de maio deste ano.

Entretanto, em 19 de julho, o Papa Francisco decidiu que Nunzio Sulprizio, falecido aos 19 anos, também seja declarado santo no marco do Sínodo dos jovens que acontece no Vaticano até o dia 28 de outubro.

Nunzio Sulprizio nasceu em Pescosansonesco (Itália), em 13 de abril de 1817. Durante sua infância, sofreu as consequências da pobreza, da doença e dos maus-tratos, especialmente de seu tio materno.

Desde que seus pais faleceram, seu tio o obrigou a trabalhar como ferreiro em condições desumanas, as quais teriam lhe provocado o tumor ósseo que o levou à morte em 5 de maio de 1836.

Quarta, 10 Outubro 2018 16:16

Amizade Verdadeira

“...Quando vos separais de vosso amigo, não vos aflijais. Pois o que amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência” (Kahlil Gibran).

 

Um falso amigo deixará que tu sigas livremente por qualquer direção. Apenas os amigos verdadeiros te fará advertências, pois quem ama de verdade corrige, faz criticas positivas e se preocupa com sua vida... De tal modo que sempre te apontarão os obstáculos, as limitações e o abismo no final do caminho, enquanto o falso amigo se regozijará de ver-te tropeçando e caindo no precipício.

 

Somente o verdadeiro amigo é capaz de se alegrar com suas conquistas, vitórias e até com uma riqueza que possa aparecer de repente... Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade! Porque em um momento difícil qualquer um se aproxima de você, mas um pseudo-amigo jamais suportaria a sua felicidade...

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 08 Outubro 2018 16:27

Equilíbrio

“Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá” (Maulana Jalaladim Maomé - Rumi).

 

Ideias, ideologias, julgamentos e condenações: estamos todos no campo ou no mundo do dia-bolico! E neste reino do ego e da mente fatalmente perdemos contato a cons-ciência, deixamos de ver a essência, perde-se o SER... Mortes, brigas, confusões, amizades se quebram, muros se erguem... Eis a ação do dia-bólico, da confusão, da luta, do achismo, da ideologia: o ego que dar sempre a última palavra, que quer vencer, sempre!

 

Para além dessa esquizofrenia social precisamos encontrar o ponto de equilíbrio, des-construir em nós o desejo de poder... Ver a outra pessoa como participante da jornada da mesma vida, ver no outro o mesmo humano que está em nós... Passam as eleições e ficam as mágoas, as feridas, as perdas... É tempo oportuno de restaurar, de re-criar, de pensar no coletivo, no BEM maior, na pátria  ou mátria amada Brasil!

 

Tenha uma ótima e abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

 
 
 

“Votar é participar dos destinos do Brasil.  O voto é expressão da democracia. O voto é expressão da participação da construção de um país melhor, com menos violência, com mais solidariedade”. É assim que o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, expressa a responsabilidade de cada brasileiro e cada brasileira no próximo domingo, 7 de outubro, quando serão escolhidos deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Dom Leonardo recorda as diversas iniciativas da CNBB para orientar os cristãos para uma boa escolha, como a Mensagem para as Eleições “Compromisso e Esperança”, divulgada na última assembleia geral da entidade. “O bem maior do País, para além de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores”, cita.

Mas o secretário-geral da CNBB também revela uma preocupação: “Se tem falado muito pouco sobre a necessidade de uma boa escolha no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Distrital”.  O secretário-geral da CNBB ressalta o que tem sido reforçado pelo episcopado brasileiro e que pouco teve destaque nas discussões políticas Brasil afora, de que uma boa escolha nas câmaras e no Senado “são decisivos para um Brasil que oferece oportunidade para todos os brasileiros”.

“Não podemos continuar com bancadas, precisamos reafirmar partidos. Somos provocados a reafirmar a importância da política e, por isso, da democracia. Precisamos reafirmar a representatividade da sociedade brasileira no Congresso e nas Câmaras. Por isso a necessidade de uma boa escolha. Votarmos em pessoas que estejam dispostas a discutir as questões do Brasil como a educação, o meio ambiente, a saúde, a convivência. Votar em pessoas apresentem projetos que ajudem a ter um Brasil para todos”, afirma dom Leonardo.

A ética também é decisiva na responsabilidade do voto. Para ele, ela se insere no sentido de que haja disposição dos escolhidos para o Poder Executivo e para o Poder Legislativo “trabalharem em prol de todos os brasileiros”.

Renovação
A respeito da renovação dos quadros no Legislativo, dom Leonardo afirma ser um caminho importante e necessário, mas pondera que não se pode esquecer dos bons quadros que já estão presentes no Congresso Nacional e nas casas legislativas dos estados e do Distrito Federal, “políticos que se preocupam com a sociedade brasileira e visam o bem comum”.

“Podemos achar que renovar significa não reeleger ninguém. Não. Nós temos pessoas muito boas, pessoas que realmente se preocupam com muitas questões, como a vida, o meio ambiente, a justiça, o trabalho, os pobres, os indígenas, os quilombolas. Nós temos pessoas que presam o voto que receberam. Mas existe, sim, uma necessidade de renovação”, explica. “O importante é conhecer a vida política dos que se apresentam para a reeleição, os projetos que apresentaram, em que projetos votaram”, acrescenta.

Voto útil
Nas eleições majoritárias para governador e presidente, fala-se muito em voto útil, às vezes motivado pelas pesquisas eleitorais divulgadas durante as campanhas. Dom Leonardo Steiner critica essa prática. No primeiro turno, o secretário-geral da CNBB orienta votar em quem a pessoa achar melhor, seja para governador, seja para a presidência: “O voto útil não ajuda”. Para dom Leonardo, é preciso aproveitar o primeiro turno para ter a percepção do que a sociedade brasileira pensa a respeito do candidato, da candidata, mas também dos partidos, dos planos de governo e das propostas para superar a crise que vivemos.

Sexta, 05 Outubro 2018 10:11

Humildade

Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo (Mt 20,26-27).

 

Hoje celebramos São Benedito, um homem simples e humilde que construiu sua santidade nas tarefas simples da vida... Uma pessoa de origem moura (de pele escura) que se fez seguidor de São Francisco. Uma pessoa que acolheu em sua vida o ensinamento de Jesus: fez-se servo, fez da sua vida um serviço, vivenciou a virtude da humildade.

 

Quando compreendermos o sentido mais profundo da humildade vamos retirar de nós toda força do ego, todo desejo de grandeza, toda vaidade e toda vanglória... A humildade nos coloca em espirito de horizontalidade, traz-nos a compreensão de que todos somos humanos, participantes da saga da humanidade... A humildade nos faz compreender que a felicidade é algo que experimentamos proporcionando alegria às pessoas...

 

Tenha um ótimo e abençoado fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm