Raphael

Raphael

Sexta, 15 Junho 2018 15:14

Esperança

“Esperar é um dever, não um luxo. Esperar não é sonhar, mas é o meio de transformar um sonho em realidade” (Cardeal Suenes)

 

Esperar é uma dimensão interior do homem. Não tem nada a ver com predição ou destino. É totalmente deferente de otimismo. A esperança é, antes, a capacidade de comprometer-se com algo não porque tenho êxito garantido, mas porque vale a pena, porque tem sentido... Quanto mais desfavorável for a situação, tanto mais profundo deve ser a esperança.

 

Pode ser uma virtude teologal, a esperança quer nos tirar nos tirar do comodismo e criar, dentro de nós, nos uma dis-posição nova. Por ela a pessoa deve per-fazer seu caminho pleno de humanização até atingir a plenitude no divino. A esperança, na verdade, é uma força espírito instigante que nos faz caminhar, viver, sonhar e... transcender!

 

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 06 Junho 2018 16:00

Equilíbrio

“Em vão trabalham todos os homens quando não é DEUS o fundamento de sua obra” (Santo Antônio).

 

Os pés nos ligam ao chão, ao caminho, à realidade da vida. A cabeça é nossa conexão com o céu, com a transcendência. As mãos simbolizam nossas ações, nossos fazer, nossas relações interpessoais, etc. Então, faz-se necessário um equilíbrio entre nosso ser e o nosso fazer. Equilíbrio entre sentimento e ação. Se estamos conectados com Deus, com certeza vamos encontrar esse equilíbrio e o amor será o óleo a ungir nossa missão!

 

Toda construção inicia-se pelo alicerce, assim também a construção o humano: começa pelos pés, lugar que simboliza nossa comunhão com a terra, com nossa essência humana. É preciso então curar o humano, replantá-lo no seu chão primordial. Depois, criar abertura para a transcendência, dar espaço para a luz divina. Somente assim as mãos serão capazes de trabalhar nessa dimensão grandiosa de edificar um mundo melhor, mais bonito e fraterno. Se o Senhor está a nos abençoar, só poderemos trabalhar em favor do bem e de tudo aquilo que edifica a sociedade humana...

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 04 Junho 2018 11:15

Ação

“Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa” (Santo Antônio).

 

Fazer coisas pequenas ou grandes... Santo Antônio fala-nos de uma AÇÃO que deve ser sempre assertiva, atingindo plenamente o alvo, capaz de transformar a vida e a realidade... Neste sentido tanto faz ser pequena ou grande, pois o importante é o FAZER, ou seja, a capacidade de agir com diligência e assertividade...

 

Este AGIR deve estar sempre em sintonia com o AGORA, com o momento presente... Esta ação não está vinculada com a ansiedade, mas na confiança e na entrega... Daí, uma ORAÇÃO celebrada em espírito e verdade se transformará na melhor AÇAO, pois não dependerá do nosso agir, mas da ação transformadora e amorosa de Deus... É assim que aprendemos a fazer a grande entrega!

 

Tenha uma ótima e abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 01 Junho 2018 16:15

Mansidão

“A mansidão e a humildade são as virtudes mais queridas aos olhos de Deus e dos homens” (Santo Antônio).

 

Mansidão significa temperamento brando. Ela nos habilita a suportar a injúria com paciência, sem irritação, ressentimento ou espírito de vingança. É uma qualidade difícil de cultivar. Jesus apresentou uma bem-aventurança sobre a mansidão: “bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5,5). Porém, mansidão não tem a ver com fraqueza, covardia ou medo como muitos pensam.

 

A mansidão é uma caraterística que advém da entrega do nosso ser a Deus... A mansidão não é própria da natureza humana, é uma virtude (força, centelha) que se adquire ao entregarmos nossos caminhos a Jesus Cristo. O manso é alguém que não se entrega á ira, nem à cólera, mas é alguém que procura a paz e fazer o bem, que confia e espera no Senhor, e que guarda o seu caminho.

 

Tenha um ótimo e abençoado fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 30 Mai 2018 14:21

Priorize, o tempo é agora!

“O homem que vive neste momento, aqui e agora, não está sobrecarregado de passado nem de futuro; ele permanece sem um fardo” (Osho).

 

A vida é sempre hoje! Ontem só histórias; o amanhã é só uma projeção da mente...

A cada dia nos é dado o tempo para nosso crescimento... O momento de plantar é agora, regue suas plantas, cuide do seu jardim e aproveite bem o tempo. Seja intenso e esteja sempre por inteiro em tudo. Isso vai libertá-lo dos fardos da história e da ansiedade pelo futuro...

 

Mude seus pensamentos se for preciso, e pense sempre no melhor tanto para você como para os outros. Seu destino e seu caminho é você quem faz! E isso vai depender muito das suas escolhas, da sua capacidade de eleger suas prioridades e de se entregar em cada missão. Seja intenso, seja inteiro, seja cons-ciência... sempre!

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Terça, 29 Mai 2018 10:04

Paciência

"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação” (Santo Antônio).

 

O substantivo paciência pode ter, ao menos, dois sentidos originários. Pode ser a ciência do sofrimento (radical páthos), no sentido de suportar uma longa espera ou de acolher uma enfermidade. Pode ser também a ciência da paz, a capacidade de cultivar a paz enquanto busca da alma: estar em paz, mesmo diante dos conflitos.

 

De acordo com a doutrina cristã o ato de ser paciente é considerado uma das virtudes do Espírito Santo. No âmbito religioso, a paciência está ligada com a compreensão e perseverança na fé. Significa acreditar na palavra de Deus e perseverar em seu caminho, cultivando a capacidade de esperar o tempo próprio da graça de Deus...

 

Tenha uma semana de muita paz e procure cultivar a virtude da paciência!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 25 Mai 2018 12:02

Em espírito e verdade

“Não precisais de templos para orardes. Quem não pode encontrar um templo em seu coração, jamais encontrará seu coração num templo” (Mikhail Naimy).

 

O ser humano traz, em si, um desejo de Deus, uma busca transcendental... Ele quer ir além dos muros, não se contenta com aquilo que ousa demarcar um espaço físico para estar. Ele DESEJA comunhão com o SAGRADO, quer estar na presença de Deus... E a oração é o canal ou o caminho que o faz encontrar DEUS dentro de si mesmo...

 

Adorar a Deus em espírito, diz respeito à vida do Espírito Santo em nós, que é a própria natureza de Deus. Entender o culto e a adoração a Deus apenas como ritos ou rituais poderá reduzir a experiência (e isso traz desilusão para a alma)... O coração (consciência) é o espaço sagrado dentro de nós que faz a conexão com o próprio Deus... O Templo é apenas um lugar físico que poderá favorecer a comunhão, porém ele nunca será decisivo para que a oração aconteça em “espirito e verdade”...

 

Tenha um ótimo e abençoado fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

 

Imediatamente após a canonização, que ocorreu em 16 de julho de 1228, o Papa Gregório IX quis que em honra a São Francisco, o “Poverello de Assis”, fosse elevado um magnífico templo e ali seus restos mortais fossem preservados. O mesmo Pontífice abençoou a pedra fundamental em 17 de Julho de 1228 e, na festa de Pentecostes, 25 de maio de 1230, ordenou que o corpo do santo foi transportado da igreja de São Jorge para a nova basílica, a igreja-mãe da Ordem dos Ordem dos Frades Menores. Inocêncio IV a consagrou solenemente em 1253, elevando à basílica patriarcal e capela papal por Bento XIV em 1764.

São Francisco queria morrer perto da Porciúncula, onde havia iniciado a vida religiosa. Mas aquele que havia escolhido a pobreza como um caminho para amar e deixava-a como herança a seus filhos.

A construção da basílica superior começou logo após 1239 e foi finalizada em 1253. Sua arquitetura é uma síntese do Românico e do Gótico Italiano. As igrejas foram decoradas pelos maiores artistas daquele tempo, vindos de Roma, Toscana e Úmbria. A igreja inferior tem afrescos de Cimabue e Giotto; na igreja superior está uma série de afrescos com cenas da vida de São Francisco, também atribuída a Giotto e seus seguidores. A Basílica é administrada pelos Frades Menores Conventuais (OFM Conv). Os Frades Franciscanos Conventuais são os guardiães dos restos mortais do Santo de Assis.

No dia 26 de setembro de 1997, Assis foi atingida por dois fortes terremotos que danificaram severamente a basílica (parte do teto dela ruiu durante o segundo tremor, destruindo um afresco de Cimabue), que passou dois anos fechada para restauração.

A Basílica inferior, que representaria a penitência, consiste em uma nave central com várias capelas laterais com arcos semicirculares. A nave é decorada com os afrescos mais antigos da igreja, criados por um artista chamado Mestre de São Francisco. Eles mostram cinco cenas da Paixão de Cristo à direita, e à esquerda, cenas da vida de São Francisco. Esses afrescos foram finalizados em 1260-1263. São considerados os melhores exemplos da pintura mural da Toscana, antes de Cimabue.

Como a popularidade da igreja aumentou, capelas laterais para famílias nobres foram adicionadas entre 1270 e 1350, destruindo os afrescos na paredes. A primeira capela à esquerda é decorada com dez afrescos de Simone Martini. Esses estão entre os maiores trabalhos de Martini e os melhores exemplos da pintura do século XIV.

A nave termina em uma abside semicircular ricamente decorada, precedida por um transepto. Os afrescos no transepto direito mostram a infância de Cristo, feitos parcialmente por Giotto e seus aprendizes e a Natividade pelo anônimo Mestre di San Nicola. O nível inferior mostra três afrescos representando São Francisco ajudando duas crianças. Esses afrescos de Giotto foram revolucionários para a época, pois mostravam pessoas reais com emoções em uma paisagem realista.

Na parede do transepto, Cimabue pintou uma de suas obras mais famosas: Nossa Senhora com São Francisco, Anjos e Santos (1280). Esse é provavelmente o retrato mais assemelhado a São Francisco. A pintura estática em estilo gótico contrasta com as pinturas dinâmicas de Giotto. O transepto esquerdo foi decorado pelo pintor Pietro Lorenzetti e seus aprendizes entre 1315 e 1330. Os afrescos mostram seis cenas da Paixão de Cristo, sendo a mais impressionante a Descida da Cruz, onde se percebe a sombra em uma pintura pela primeira vez desde a Antiguidade.

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Cripta com túmulo de São Francisco de Assis

Pela nave se pode descer para a cripta através de uma escadaria dupla. Esse local, que guarda o túmulo de Francisco foi descoberto em 1818.

O túmulo tinha sido escondido por Frei Elia para evitar que suas relíquias se espalhassem pela Europa medieval. Por ordem do Papa Pio IX, uma cripta foi construída embaixo da Basílica inferior. Foi projetada por Pasquale Belli com mármore fino em estilo neoclássico, mas foi redesenhada em pedra crua em estilo neo-Românico por Ugo Tarchi entre 1925 e 1932.

Ao lado da Basílica, fica o Sacro Convento, que se assemelha a uma fortaleza e que já era habitado em 1230. O Convento agora abriga uma vasta biblioteca (com obras medievais), um museu com obras de arte doadas por peregrinos pelos séculos e também 57 obras (principalmente das Escolas Florentina e Sienesa) da Coleção Perkins.

Nave da Basílica superior

A entrada da Basílica superior (que representa a glória) é pela arcada do convento dos frades. O estilo dessa área é completamente diferente da Basílica inferior. Grandes janelas de vidro colorido banham com luz as obras de Giotto e Cimabue.

A parte final ao oeste do transepto e a abside foram decoradas com vários afrescos de Cimabue e seus aprendizes (1280). Infelizmente, devido ao material usado na obra, os afrescos logo sofreram os efeitos da umidade. Estão hoje muito deteriorados e foram quase reduzidos a meros negativos fotográficos.

A parte superior, em ambos os lados da nave, muito danificada pelos terremotos de 1997, foi decorada em duas filas com um total de 32 cenas do Velho Testamento e do Novo Testamento. Como levava cerca de seis meses para que se pintasse apenas uma parte da nave, diferentes artistas romanos e toscanos, seguidores de Cimabue, trabalharam na obra, tais como Giacomo, Jacopo Torriti e Pietro Cavallini.

Mas a obra mais importante da Basílica é, sem dúvida, a série de 28 afrescos atribuídos a um jovem Giotto na parte baixa da nave. Giotto usou a Legenda Maior, a biografia de Francisco para reconstruir os maiores eventos da vida do santo. As pinturas são vívidas, como se Giotto tivesse sido uma testemunha ocular da história. Os afrescos foram executados entre 1296 e 1304. Contudo, a autoria da obra ainda é debatida. Alguns críticos acreditam que a série tenha sido feita por um grupo de artistas inspirados em Giotto.

Quarta, 23 Mai 2018 09:08

Recomeços

“O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento” (John Kennedy).

 

Há sempre escolha entre voltar atrás para a segurança do caminho conhecido ou seguir em frente para o crescimento. O crescimento deve ser escolhido uma, duas, três e infinitas vezes; o medo deve ser superado uma, duas, três e infinitas vezes. E isso é um processo que sempre recomeça...

 

Quando nos con-formamos com uma situação ela passa a nos dominar, pois a incorporamos em nossas atitudes. Quando ficamos in-conformados, passamos a refletir e pensar em nossa maneira de ser... Isso causa uma vontade de mudar, de modificar, de buscar outras soluções. O que nos in-comoda, permite o caminho da cura, da mudança, da trans-forma-ação!

 

Tenha um ótimo e abençoado dia!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 21 Mai 2018 16:07

Superação

“Deus nos dá o dom de eternizar em nós o que vale a pena, e esquecer definitivamente aquilo que não vale... " (Pe. Fábio de Melo).

 

O que realmente vale a pena e marca positivamente nossas vidas fica guardado em nossa memória emocional. Neste lugar não há necessidade de fotografias, pois o coração tudo guarda e faz a emoção e o sentimento reviverem cada vez que voltam à tona através da lembrança. Os momentos mágicos e de encantamento proporcionam crescimento em nossa dimensão emocional, pois tornam-se espaço onde o amor faz morada em nós...

 

Tudo aquilo que marca negativamente precisa ser transformado de nós através da cura dos traumas e de tudo aquilo que nos faz sofrer. A cura pode ser alcançada pela espiritualidade, pela terapia e pela oração. O amor de Deus em nós tem o poder de nos transformar, de nos fazer suplantar traumas e sofrimentos herdados desde nossa vida intrauterina. A cura está dentro de você: então acione o botão que permite a luz e o amor de Deus entrar...

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm