Raphael

Raphael

Quarta, 12 Julho 2017 16:23

Buscar a Essência

“Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim” (Ana Jácomo).

Desde a mais tenra idade aprendemos a nos comportar de uma maneira a sermos amados e desejados... Nem que para isso assumamos papéis que não gostaríamos! Contudo, em nome da aceitação fomos construindo nossa personalidade. E, na personalidade, estão os papéis, as máscaras que aprendemos a usar... E, assim, fomos “vendendo” uma falsa imagem de nós mesmos!

Porém, chega um momento da vida que precisamos buscar nossa essência, numa dura busca de quebrar imagens, máscaras e dissolver muitas sombras... Surge o tempo da metamorfose, onde iniciamos o caminho da cura interior, o tempo do processo de individuação. E esse caminho é inevitável! Mesmo que doa (e vai doer muito!), é preciso a coragem de ir em busca de nossa essência, de nossa verdade divina...

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm.

Vaticano, 11 Jul. 17 / 11:00 am (ACI).- Através de um Motu Proprio (documento que parte do próprio Papa Francisco), o Vaticano estabelece um novo caso possível de beatificação: a oferta da própria vida.

Esta nova causa foi acrescentada às outras três existentes e reconhecias até agora pela Congregação para as Causas dos Santos: o martírio, as virtudes heroicas e os casos excepcionais.

“São dignos de especial consideração e honra os cristãos que, seguindo de perto os passos e os ensinamentos do Senhor Jesus, ofereceram voluntária e livremente a vida pelos outros e perseveraram até a morte neste propósito”, explica a Santa Sé.

O texto também manifesta que “é verdade que a oferta heroica da vida, sugerida e sustentada na caridade, expressa uma verdadeira, plena e exemplar imitação de Cristo e, portanto, é merecedor daquela admiração que a comunidade dos fiéis reserva muitas vezes àqueles que aceitaram voluntariamente o martírio de sangue ou exerceram o grau heroico das virtudes cristãs”.

A nova disposição recebeu o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, na sessão plenária do dia 27 de setembro de 2016, depois de um estudo cuidadoso desses casos.

 

O Motu Proprio prevê, portanto, que “a oferta da vida está oferecendo um novo caso no processo de beatificação e canonização, distinta dos casos de martírio e das heroicidade das virtudes”.

Para que a “oferta da vida” seja válida na beatificação de um Servo de Deus, deve responder a: “oferta livre e voluntária da vida e heroica aceitação propter caritatem de uma morte certa e decorrida num breve período de tempo”; “nexo entre a oferta da vida e a morte prematura”; “exercício, pelo menos em grau ordinário, das virtudes cristãs antes da oferta da vida e, depois, até a morte”; “existência da fama de santidade pelo menos depois da morte” e a “necessidade do milagre para a beatificação, ocorrida depois da morte do Servo de Deus e por sua intercessão”.

As outras três rotas

Em um artigo, o jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, explica quais eram até agora as outras três vias. No martírio, contempla-se a “aceitação voluntária da morte violenta da vítima por amor a Cristo”; “o ódio do perseguidor pela fé ou por outra virtude cristã”, assim como a “mansidão e o perdão da vítima que imita o exemplo de Jesus, que na cruz invocou a misericórdia do Pai pelos seus assassinos”.

Na via das virtudes heroicas, devem exercer “convenientemente, prontamente, agradavelmente e sobre o modo de ação comum, para um fim sobrenatural e por um período constante de tempo, ou seja, até que se converta um modo habitual de ser e agir de acordo com o Evangelho”.

L’Osservatore Romano esclarece que “se tratam das virtudes teologais (fé, esperança, caridade), cardeais (prudência, justiça, fortaleza, temperança) e ‘anexas’ (pobreza, obediência, castidade, humildade)”.

A terceira via é menos conhecida e menos comum. Trata-se dos “casos excepcionais”, chamados assim pelo Código de Direito Canônico. “Seu reconhecimento leva à confirmação do culto antigo e também chamado de ‘beatificação equipolente’”.

O documento detalha a diferença entre a via do “martírio” das “virtudes heroicas” e desta nova via: a “oferta da vida”: “Embora tenha elementos que a assemelhem seja à via do martírio, seja à via das virtudes heroicas, esta nova via pretende valorizar um tipo de testemunho cristão heroico até agora sem um procedimento específico, justamente porque não se enquadra completamente nem na categoria do martírio nem na categoria das virtudes heroicas”.

Entretanto, em relação ao martírio “é diferente porque não há um perseguidor que iria impor a eleição contra Cristo”. Sobre a via das virtudes heroicas, a principal diferença é que “não é a expressão de um exercício prolongado das virtudes, e especialmente de uma caridade heroica”.

Portanto, para que esta nova causa seja válida, “é necessário um exercício ordinário da vida cristã, que torne possível e compreensível a decisão livre e voluntária de doar a própria vida em um supremo ato de amor cristão, que supere o instinto natural de sobrevivência, imitando Cristo, que se ofereceu ao Pai pelo mundo, na cruz”, diz o artigo.

Terça, 11 Julho 2017 11:05

Metamorfose

"Hoje o inverno amanheceu iluminado... O sol, no seu poder e esplendor, insistia em aquecer o frio e iluminar o que estava escuro: na penumbra e dentro de mim" (frei Paulo Sérgio, ofm).

Da mesma maneira como as folhas das árvores caem no outono para poder suportar o inverno, também nós devemos nos modificar para seguir vivendo... Faz-se necessário despir-nos das máscaras e das roupas que se acomodaram demais ao nosso corpo... O inverno convida-nos ao recolhimento, à reflexão, à oração, pois a primavera virá para tudo renovar!

Se nos dispormos à essa metamorfose, com certeza vamos trazer à tona coisas maravilhosas guardadas em nós... o Espírito faz o trabalho, permite que a luz aconteça, faz surgir o tesouro que está dentro de cada um de nós... Então, mãos à obra, bom trabalho e boa metamorfose!

Tenha uma ótima e abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

O Papa Francisco convida todos e cada um a irem ao encontro de Jesus para lhe “contarem a sua vida”, o que lhes pesa, o que os magoa e encontrar junto d’ Ele o repouso, a consolação e a paz. Quando as coisas não estão bem, é preciso «mexer-se», «reagir» e ir até Jesus: «Jesus quer tirar-nos dessas areias movediças».

Antes da oração do angelus do meio-dia, neste domingo, 9 de julho de 2017, na praça de S. Pedro, o Papa Francisco comentou, na verdade, o Evangelho do dia (Mt 11, 28ss).

Jesus, disse o Papa, “espera por nós, espera sempre por nós, não para resolver magicamente os nossos problemas, mas para nos fortalecer nos nossos problemas”.

E o Papa explica: «Jesus não suprime o peso da vida, mas a angústia co coração; não nos suprime a cruz, mas carrega-a connosco. E com Ele, todo o peso se torna leve (cf. v. 30), porque ele é o repouso que nós buscamos».

Esta passagem faz-me lembrar uma meditação de Blaise Pascal sobre o «divertimento». Quantos objetivos são ilusórios: prometem o repouso e apenas distraem um pouco, prometem a paz e dão o divertimento e em seguida deixam na solidão sem precedentes; são «fogos-de-artifício».

Eis a nossa tradução deste comentário inédito, onde o Papa comunica a força da sua experiência espiritual.

 

Palavras do Papa Francisco antes do angelus

Caros irmãos e irmãos, as minhas saudações!

No evangelho de hoje, Jesus diz: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos».

O Senhor não reserva esta frase para um dos seus amigos, não; ele dirige-a a «todos» os que estão cansados e oprimidos pela vida. Quem pode excluir-se deste convite?

O Senhor sabe o quanto a vida é dura. Ele sabe que muitas coisas cansam o coração: as deceções e as feridas do passado, os fardos a carregar e os erros do passado a suportar no presente, as incertezas e as preocupações com o futuro.

Diante de tudo isto, a primeira palavra de Jesus é um convite a mexer-se e a reagir: «vinde». O erro, quando as coisas não vão bem, é de ficar lá onde estamos, deitados. Isso é evidente, mas quanto é difícil de reagir e de se abrir! Não é fácil. Nos momentos sombrios, a tentação é de ficar fechado em si, de ruminar o quanto a vida é injusta, o quanto os outros são ingratos, e como o mundo é mau e assim por diante. Todos nós sabemos isso.

Por vezes já fizemos esta experiência. Mas fechados sobre nós mesmo desta maneira, vemos tudo negro. É então que nos familiarizamos com a tristeza má, que acaba por se sentir em sua casa. Essa tristeza leva-nos à prostração, e é uma coisa má.

Mas Jesus quer tirar-nos dessas «areias movediças» e é por isso que diz a cada um de nós: «Vem!» «Quem?» «Tu, tu, tu…». A saída encontra-se na relação, no facto de estender a mão e de erguer o olhar para Aquele que nos ama verdadeiramente.

Na verdade, não basta sair de si, mas é preciso saber para onde ir. Porque há muitos objetivos que são ilusórios: prometem o repouso e apenas distraem um pouco; prometem a paz e dão o divertimento, e logo nos deixam numa solidão sem precedentes; são «fogos de artifício».

É por isso que Jesus indica para onde ir: «Vinde a mim»! E se muitas vezes frente a um peso da vida ou a uma situação dolorosa tentamos falar com alguém  – e é muito bom fazer isso –  que nos escuta, com um amigo, com um especialista, não esqueçamos Jesus: de abrir-lhe o nosso coração, de contar-lhe a nossa vida, de lhe confiar as pessoas e as situações.

Talvez haja «zonas» da nossa vida que nunca lhe foram abertas e que ficaram obscuras porque nunca viram a luz do Senhor. Cada um tem a sua história pessoal: E se alguém tem essa zona obscura, procurai Jesus, ide ver um missionário da misericórdia, ir ver um sacerdote… Mas ide a Jesus, e contai isso a Jesus.

Hoje ele diz a cada um: «coragem, não baixes os braços diante do peso da vida, não te feches nos medos e nos pecados, mas vem a mim!»

Ele espera-nos, ele sempre nos espera, não para resolver magicamente os nossos problemas, mas para nos tornar fortes nos problemas. Jesus não suprime o peso da vida, mas a angústia do coração; não suprime a cruz, mas carrega-a connosco. E com Ele toda a carga se torna leve (cf. v.30), porque ele é o repouso que cada um de nós procura.

Quando Jesus entra na nossa vida, chega a paz; essa paz que permanece mesmo nas dificuldades e nos sofrimentos.

Vamos até Jesus, demos-lhe o nosso tempo, encontremo-lo todos os dias na oração, num diálogo confiante, pessoal; familiarizemo-nos com a sua Palavra, redescubramos sem medo o seu perdão, saciemo-nos de novo do seu Pão da vida: sentir-nos-emos amados e consolados por Ele.

É ele próprio que no-lo pede, quase insistindo: Ele repete-o de novo no fim do evangelho de hoje: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito» (v.29).

Portanto, aprendamos a ir até Jesus; e enquanto nos meses de verão vamos procurar um pouco de repouso para a fadiga do corpo, não esqueçamos de encontrar o verdadeiro repouso no Senhor.

Que a Virgem Maria nos ajude em tudo isto ; ela que cuida de nós, quando estamos cansados e oprimidos e nos conduz até Jesus.

 

Sexta, 07 Julho 2017 11:11

Desejar o Bem

“Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias” (Ana Jácomo).

Que tal desejar e buscar o BEM para as pessoas, começando por DESEJAR o BEM a si mesmo, como nunca talvez você o tenha feito? Que tal se visualizar um ser humano próspero, livre, digno das coisas boas que advém do universo? Que tal se achar merecedor das coisas boas, como a alegria, a paz, a vitória? Então comece o dia com essa tarefa...

Deseje e mentalize essa energia do BEM, positivando todo o seu SER em abertura a Deus. Busque a LUZ, traga-a para dentro de você e faça a experiência de se sentir abençoado (a) e amado (a) pelo Criador... Permita que tudo aquilo que não precisa mais acontecer dentro de você possa ir embora, abrindo espaço para coisas novas...

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 05 Julho 2017 16:19

Devagar e Sempre

“Não se preocupe, não tenha pressa. O que é seu, encontrará um caminho para chegar até você. Deus não demora, ele capricha!” (Caio Fernando Abreu).

Não ter pressa não significa ficar de braços cruzados. Não ter pressa é agir com calma... E, na palavra CALMA temos a ALMA dentro. Por extensão, calma significa ausência ou redução de movimento ou de agitação; serenidade, sossego, tranquilidade. Daí que na calma podemos de-gustardes-frutar, valorizar o tempo, os caminhos, os relacionamentos...

A calma nos tira da ansiedade, da pré-ocupação com o amanhã, com o depois, com o futuro... Na calma vamos aprendendo a viver o aqui e agora, o momento único, o presente (dom de cada dia)! É no caminhar que vamos aprendendo o caminho, extasiando-nos com a paisagem, demorando-nos na calmaria de um por do sol, de uma noite de lua cheia ou estrelada...

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 03 Julho 2017 09:23

Renascer

“O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração” (Victor Hugo).

Precisamos conhecer o inverno para compreender a primavera, assim como é necessário passar por momentos de tristeza profunda para conseguir identificar e valorizar a felicidade quando ela chegar. E para conhecer bem o inverno é preciso vivenciá-lo, fazer fogueiras do lado de fora, para aquecer o coração que está do lado de dentro... E não devemos, nunca, nos esquecer das pessoas que amamos.

A natureza aprendeu a perder muitas coisas no inverno, para ganhar outras... Vão-se os anéis, ficam-se os dedos; vão-se as folhas secas, ganham-se as flores... Quem não aprendeu a perder, também não apendeu a ganhar. Faz-se necessário morrer para o EGO para que possamos ganhar DEUS em Sua plenitude e beleza!

Tenha uma abençoada e iluminada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 30 Junho 2017 11:31

Mudança de Estação

“Eis que as tardes foram ficando alaranjadas... De repente percebi que os dia mais curtos anunciavam a chegada do inverno” (frei Paulo Sérgio, ofm).

Mudança de estação, mudança de tempo, mudança de vida. Que assim possamos vivenciar o tempo: na sua intensidade, no seu poder, na sua exigência de crescimento e evolução... Cada estação traz, em seu bojo, um tempo novo que chega e que nos convida a acolhê-lo com tudo aquilo que nos traz de bom!

Mesmo que o inverno anuncie a primavera, não podemos entrar na ansiedade do futuro. É preciso permitir que o vento leve as folhas secas e tudo aquilo que já não precisa mais ficar... É preciso passar pelo recolhimento, buscar a energia que brota da terra e abrir-se à luz do sol, ainda que não esteja na sua maior intensidade. É preciso permitir ser inverno, para nascer primavera...

Abraços terapêuticos e um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm.

Quinta, 29 Junho 2017 16:22

O Cristo

“Por causa do seu amor infinito, Cristo tornou-se naquilo que nós somos, para fazer plenamente de nós aquilo que Ele É” (Santo Irineu).

O CRISTO foi a plenitude para Jesus de Nazaré. Cristo é essência divina, Aquele que estava na plenitude de Deus e também era Deus. Ele, na encarnação, simplesmente por amor à humanidade, fez-se um de nós... Fez morada na Terra, assumiu nossa condição humana, para nos divinizar... O Cristo é a AÇÃO (verbo) criativa e criadora de Deus que nos re-criou!

Na nossa experiência cristã, o CRISTO torna-se um arquétipo de Deus agindo em nós. O arquétipo manifesta a divindade, assim como CRISTO revela DEUS para nós. E a nossa jornada torna-se um processo onde o CRISTO vai nos transformando, nos ‘cristificando’, até que sejamos semelhantes a Ele. E esta semelhança permite-nos revelar, apresentar, manifestar CRISTO ao mundo...

Abraços terapêuticos!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quinta, 29 Junho 2017 13:14

A VENCEDORA

Parabéns a dona Luzia pela grande sorte.

Número sorteado: 0427

 

Agradecemos a todos que nos ajudaram! 

Santo Antônio vos abençoe.