Raphael

Raphael

Quarta, 27 Junho 2018 09:44

Tranformação

"Transformar nosso coração e mente é compreender como funcionam os pensamentos e as emoções" (Dalai Lama).

 

Para cultivar a sabedoria, é preciso força interior. Sem crescimento interior e espiritualidade, é difícil conquistar a autoconfiança e a coragem necessárias. Sem elas, nossa vida se complica. O impossível torna-se possível com a força de vontade, com a dedicação e muito empenho de nossa parte. A trans-forma-ação interior (metanóia) é um processo dinâmico e contínuo. Ela é algo divino e também humano. Deus nos inspira, nos guia e nos orienta. A nós cabe a abertura, a fé e a coragem para seguir esse caminho...

 

 

Procure sentir a ação divina em você. Sinta o quanto você já e afortunado e deixe de reclamar da vida (re-clamar significa clamar outra vez ao universo para que ele te envie as coisas que você re-clama). Você já é ricamente abençoado e o mundo está aí diante de você para ser transformado em algo melhor. Faça sua parte com amor e sinta sua própria participação na ação de recriar o mundo...

 

Tenha um lindo e abençoado dia!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 25 Junho 2018 11:07

Amizade

“A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor” (Joseph Addison).
 
A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz. No espírito da verdadeira amizade aprendemos a magia da confiança, de nos abrirmos, de nos permitir ser aquilo que verdadeiramente somos. Na amizade partilhamos a vida, o tempo, a esperança... Partilhamos também os sofrimentos, as inquietações e as angústias. Por isso, a amizade verdadeira é uma manifestação sublime do amor, pois aprendemos a “amar” de uma maneira desinteressada e livre.
 
Cultive seus (suas) amigos (as) e tire um tempo para estar com eles (elas). Celebre momentos bonitos juntos, pois isso reforça os laços do bem-querer. Fale com seu (sua) amigo (a) de maneira verdadeira e caridosa. Seja presença transformadora e não esqueça de orar pelos que ama!
 
Tenha um ótimo fim de semana!
Frei Paulo Sérgio, ofm

GENEBRA, 21 Jun. 18 / 02:00 pm (ACI).- Durante a Missa de conclusão de sua visita a Genebra, Suíça, celebrada pela primeira vez em francês pelo Papa Francisco, o Santo Padre ressaltou a necessidade de conservar as raízes cristãs como pilar do ecumenismo, raízes que podem se fortalecer mediante a oração e meditação do “Pai nosso”.

Na Missa, que aconteceu no centro de convenções Palexpo no final de sua viagem por ocasião do 70º aniversário da fundação do Conselho Ecumênico das Igrejas, o Pontífice refletiu sobre três palavras presentes no “Pai nosso”: Pai, pão e perdão.

Pai

Francisco explicou que “palavra ‘Pai’ é a chave de acesso ao coração de Deus; com efeito, só dizendo Pai é que rezamos em língua cristã, é que rezamos ‘cristão’: não um Deus genérico, mas Deus que é, antes de mais nada, Papai”.

De fato, “Jesus pediu-nos para dizer ‘Pai nosso que estais nos céus’; não ‘Deus dos céus, que sois Pai’. Antes de tudo, antes de ser infinito e eterno, Deus é Pai”.

“Dele provém toda a paternidade e maternidade. Nele está a origem de todo o bem e da nossa própria vida. Então ‘Pai nosso’ é a fórmula da vida, aquela que revela a nossa identidade: somos filhos amados”.

 

Assim, continuou o Pontífice, “sempre que fazemos o sinal da cruz no princípio do dia e antes de cada atividade importante, sempre que dizemos ‘Pai nosso’, reapropriamo-nos das raízes que nos servem de fundamento. Precisamos de o fazer nas nossas sociedades frequentemente desenraizadas. O ‘Pai nosso’ revigora as nossas raízes”.

Rezar o Pai nosso “lembrar-nos-á que não existe filho algum sem Pai e, por conseguinte, nenhum de nós está sozinho neste mundo; mas lembrar-nos-á também que não há Pai sem filhos: nenhum de nós é filho único, cada um deve cuidar dos irmãos na única família humana”.

Francisco destacou também a mensagem de misericórdia e de solidariedade para com os que sofrem que há na oração do Pai nosso.

“Ao dizer ‘Pai nosso’, afirmamos que cada ser humano é parte nossa e, face aos inúmeros malefícios que ofendem o rosto do Pai, nós, seus filhos, somos chamados a reagir como irmãos, como bons guardiões da nossa família e a trabalhar para que não haja indiferença perante o irmão, cada irmão: tanto do bebê que ainda não nasceu como do idoso que já não fala, tanto de um nosso conhecido a quem não conseguimos perdoar como do pobre descartado”.

Pão

Por outro lado, no Pai nosso, “Jesus diz para pedir cada dia, ao Pai, o pão. Não é preciso pedir mais: só o pão, isto é, o essencial para viver”.

“Pedir o pão de cada dia é dizer também: ‘Pai, ajuda-me a fazer uma vida mais simples’”.

O Santo Padre lamentou que “a vida tornou-se tão complicada; apetece-me dizer que hoje, para muitos, a vida de certo modo está ‘drogada’: corre-se de manhã à noite, por entre mil chamadas e mensagens, incapazes de parar fixando os rostos, mergulhados numa complexidade que fragiliza e numa velocidade que fomenta a ansiedade. Impõe-se uma opção de vida sóbria, livre de pesos supérfluos”.

Além disso, “não esqueçamos também que ‘o Pão de cada dia’ é Jesus. Sem Ele, nada podemos fazer. Ele é o alimento básico para viver bem. Às vezes, porém, reduzimos Jesus a um condimento; mas, se não for o nosso alimento vital, o centro dos nossos dias, o respiro da vida cotidiana, tudo é vão”.

Perdão

“É difícil perdoar – reconheceu o Papa –, dentro trazemos sempre um pouco de queixume, de ressentimento e, quando somos provocados por quem já tínhamos perdoado, o rancor volta e… com juros. Mas, como dom, o Senhor pretende o nosso perdão”.

Entretanto, sublinhou que o perdão é essencial para a salvação. “O perdão é a cláusula vinculante do Pai nosso. Deus liberta-nos o coração de todo o pecado, perdoa tudo, tudo; mas pede uma coisa: que, por nossa vez, não nos cansemos de perdoar. De cada um pretende uma anistia geral das culpas alheias”. “O perdão renova, faz milagres”, concluiu.

Sexta, 15 Junho 2018 15:14

Esperança

“Esperar é um dever, não um luxo. Esperar não é sonhar, mas é o meio de transformar um sonho em realidade” (Cardeal Suenes)

 

Esperar é uma dimensão interior do homem. Não tem nada a ver com predição ou destino. É totalmente deferente de otimismo. A esperança é, antes, a capacidade de comprometer-se com algo não porque tenho êxito garantido, mas porque vale a pena, porque tem sentido... Quanto mais desfavorável for a situação, tanto mais profundo deve ser a esperança.

 

Pode ser uma virtude teologal, a esperança quer nos tirar nos tirar do comodismo e criar, dentro de nós, nos uma dis-posição nova. Por ela a pessoa deve per-fazer seu caminho pleno de humanização até atingir a plenitude no divino. A esperança, na verdade, é uma força espírito instigante que nos faz caminhar, viver, sonhar e... transcender!

 

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 06 Junho 2018 16:00

Equilíbrio

“Em vão trabalham todos os homens quando não é DEUS o fundamento de sua obra” (Santo Antônio).

 

Os pés nos ligam ao chão, ao caminho, à realidade da vida. A cabeça é nossa conexão com o céu, com a transcendência. As mãos simbolizam nossas ações, nossos fazer, nossas relações interpessoais, etc. Então, faz-se necessário um equilíbrio entre nosso ser e o nosso fazer. Equilíbrio entre sentimento e ação. Se estamos conectados com Deus, com certeza vamos encontrar esse equilíbrio e o amor será o óleo a ungir nossa missão!

 

Toda construção inicia-se pelo alicerce, assim também a construção o humano: começa pelos pés, lugar que simboliza nossa comunhão com a terra, com nossa essência humana. É preciso então curar o humano, replantá-lo no seu chão primordial. Depois, criar abertura para a transcendência, dar espaço para a luz divina. Somente assim as mãos serão capazes de trabalhar nessa dimensão grandiosa de edificar um mundo melhor, mais bonito e fraterno. Se o Senhor está a nos abençoar, só poderemos trabalhar em favor do bem e de tudo aquilo que edifica a sociedade humana...

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 04 Junho 2018 11:15

Ação

“Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa” (Santo Antônio).

 

Fazer coisas pequenas ou grandes... Santo Antônio fala-nos de uma AÇÃO que deve ser sempre assertiva, atingindo plenamente o alvo, capaz de transformar a vida e a realidade... Neste sentido tanto faz ser pequena ou grande, pois o importante é o FAZER, ou seja, a capacidade de agir com diligência e assertividade...

 

Este AGIR deve estar sempre em sintonia com o AGORA, com o momento presente... Esta ação não está vinculada com a ansiedade, mas na confiança e na entrega... Daí, uma ORAÇÃO celebrada em espírito e verdade se transformará na melhor AÇAO, pois não dependerá do nosso agir, mas da ação transformadora e amorosa de Deus... É assim que aprendemos a fazer a grande entrega!

 

Tenha uma ótima e abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 01 Junho 2018 16:15

Mansidão

“A mansidão e a humildade são as virtudes mais queridas aos olhos de Deus e dos homens” (Santo Antônio).

 

Mansidão significa temperamento brando. Ela nos habilita a suportar a injúria com paciência, sem irritação, ressentimento ou espírito de vingança. É uma qualidade difícil de cultivar. Jesus apresentou uma bem-aventurança sobre a mansidão: “bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5,5). Porém, mansidão não tem a ver com fraqueza, covardia ou medo como muitos pensam.

 

A mansidão é uma caraterística que advém da entrega do nosso ser a Deus... A mansidão não é própria da natureza humana, é uma virtude (força, centelha) que se adquire ao entregarmos nossos caminhos a Jesus Cristo. O manso é alguém que não se entrega á ira, nem à cólera, mas é alguém que procura a paz e fazer o bem, que confia e espera no Senhor, e que guarda o seu caminho.

 

Tenha um ótimo e abençoado fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm