Raphael

Raphael

Segunda, 16 Outubro 2017 12:21

Viver é bom

“Ponha alguma coisa na sacola/ não esqueça a viola/ mas esqueça o que puder/e cante que é bom viver” (Musica: Companheiro – Letra: Maria Eugênia).

No caminhar da vida não podemos levar muita coisa, pois a sabedoria consiste em retirar e não em acrescentar. Faz-se necessário levar a viola, símbolo da alegria e da festa... E como é importante a festa, a conversa em torno das fogueiras, comer batata doce assada nas brasas do fogo que foi se desmanchando e, que, agora, só fornece o calor que faz as pessoas ficarem mais próximas...

Esqueça o que puder: isso significa também que não devemos levar a vida tão a sério, dando espaço para os momentos onde a obrigação deixa de imperar... Bom seria se não tivéssemos que levantar de madrugada com a obrigação de trabalhar, mas com o desejo de viver... O trabalho deixaria de ser um fardo e seria mais leve trabalhar, lutar e, principalmente, viver!

Tenha uma ótima semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

 “Quando se ama, tudo fala de amor, até nossos trabalhos que requerem nossa total atenção podem ser um testemunho de nosso amor”, dizia Santa Margarida Maria Alacoque, a quem o Sagrado Coração de Jesus apareceu e cuja festa é celebrada neste dia 16 de outubro.

Santa Margarida Maria nasceu na França em 1647. Aos quatro anos, consagrou a Deus sua pureza e fez voto de perpétua castidade. Quando tinha oito anos, seu pai morreu. Ela ingressou na escola das Clarissas pobres, onde se sentiu atraída pela vida das religiosas e recebeu a comunhão aos nove anos, algo pouco comum para a época.

Dois anos mais tarde, contraiu uma doença reumática dolorosa que a obrigou a ficar de cama até os 15 anos e, por isso, teve que regressar para sua casa. Buscou alívio na Virgem Maria, a quem prometeu que, se ficasse saudável, se tornaria uma de suas filhas e, assim, recuperou a saúde.

A jovem, porém, se deixou levar pela vaidade e pelas diversões, mas a Virgem apareceu para ela em vários momentos para repreendê-la e encorajá-la em seu caminho de santidade.

Em casa, Margarida e sua mãe eram agressivamente controladas por alguns familiares que tinham se apoderado dos bens. Além disso, a mãe tinha uma dolorosa ferida no rosto que a jovem cuidava todos os dias. Diante de tudo isso, ela sempre buscou consolo no Senhor.

Aos poucos, foi tentada a se casar e começou a se preparar, considerando que talvez pudesse obter dispensa de seu voto, porque o fez quando era criança. Foi assim que em uma ocasião Jesus lhe disse que Ele tinha motivado o voto de castidade e que depois a tinha colocado aos cuidados de sua Santíssima Mãe.

Mas Margarida só compreendeu que estava perdendo um tempo precioso, do qual lhe seria pedido contas rigorosas na hora da morte, quando o Senhor apareceu a ela desfigurado, flagelado e lhe disse: “E bem quererá gozar deste prazer? Eu não gozei jamais de nenhum, e me entreguei a todo gênero de amarguras por teu amor e por ganhar teu coração”.

Mais tarde, depois de convencer seus parentes, ingressou no Convento da Visitação. Ali Margarida se desenvolveu de maneira humilde, obediente e sincera ante os sacrifícios da vida em comunidade e professou seus votos no dia 6 de novembro de 1672.

Com o tempo, recebeu revelações do Sagrado Coração de Jesus e sofreu todas as primeiras sextas-feiras do mês uma reprodução da misteriosa chaga no lado.

Por suas visões e doenças, começou a receber incompreensões e rejeições no convento, teve que passar por difíceis interrogatórios de teólogos e chegou-se a dizer que suas experiências místicas podiam ser obra do demônio. Tudo isso parou quando conheceu o sacerdote jesuíta São Cláudio de la Colombiere, que pôde ver nela sua santidade e falou com a madre superiora.

Por obediência, escreveu o que Deus lhe tinha revelado e contou as mensagens divinas para sua comunidade. A princípio, foi humilhada, mas depois recebeu o apreço de suas irmãs.

Santa Margarida, lamentavelmente, não veria se cumprir na Igreja a instituição do dia do Sagrado Coração de Jesus, tal como Jesus Cristo lhe tinha pedido. Em 17 de outubro de 1690, tendo previamente indicado esta data como o dia de sua morte, partiu para a Casa do Pai com 43 anos de idade e 18 de profissão religiosa.

Entre os mosteiros das visitandinas, começou-se a propagar a devoção ao Coração de Jesus e, em 1765, Clemente XIII introduziu a Festa do Sagrado Coração em Roma.  Em 1856, o Beato Pio IX a estendeu a toda a Igreja e, finalmente, em 1920, Margarida foi proclamado santa pelo Papa Bento XV.

Quarta, 11 Outubro 2017 16:09

Escolhas

“Uma vida fácil nada nos ensina. No fim, é o aprendizado que importa: o que aprendemos e como nos desenvolvemos” (Richard Bach).

Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas. Quando nossas escolhas são feitas passivamente, quando não somos nós mesmos que traçamos nossas vidas, nos sentimos frustrados. Daí, em alguns momentos, vêm sentimentos ruins e negativos de uma existência vazia e sem sentido. É preciso fazer as escolhas de maneira consciente, com muita reflexão e oração também.

Costumo dizer que nós fazemos as escolhas e elas também nos fazem. Toda dificuldade do caminho estão lá para nos fortalecer, para nos ensinar lições. É necessário aprender as lições do caminho, recomeçar se necessário for, sem perder o sonho, sem perder a esperança. Aprender sempre e desenvolver os dons e as aptidões nos fazem heróis incansáveis...

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

A Virgem Maria, a Mãe de Deus, é invocada conforme a história do povo cristão, em locais e regiões as mais distintas. Mesmo no Brasil, ela é chamada por muitos ‘nomes’. É quase automático nos lábios das pessoas, diante do inesperado ou do mistério grande das coisas, a exclamação: “Virgem Maria”! ou “Nossa Senhora”!

Para o descrente ou apenas o racional, a exclamação pode simplesmente ser um reflexo religioso inconsciente… No entanto, é curioso e muito significativo, que culturalmente o povo brasileiro chame sempre pela “mãe”, por uma “mulher”… que a fé sabe ser uma “bendita entre as mulheres”, porque é “cheia de graça”!

No Brasil, ela ganhou as feições simples e humildes de seu povo. É simplesmente a “Aparecida”, porque surgiu das águas, nas redes de gente simples como ela, os pescadores do rio Paraíba. A água escureceu sua imagem da argila, cor da terra. Apareceu negra, cabeça separada do corpo, que o homem colou e uniu. Outros sinais da identificação com o seu Filho e os seus irmãos: os renascidos da água e do espírito, membros do mesmo e único corpo, do qual o Cristo é a cabeça.

Antes dela ser “Aparecida”, já era a “Conceição”, aquela que concebe e dá à luz à própria Luz que veio a este mundo. Sabiamente diziam os Padres da Igreja que, primeiro Maria concebeu seu Filho na fé, crendo na Palavra que lhe foi anunciada e, por isso concebeu-O também no seu corpo. Tornou-se, então, o modelo e protótipo da Igreja, de todos os que, como ela, geram o Cristo pela fé.

São Francisco de Assis, na sua 2ª Carta aos Fiéis (48-53), depois de falar sobre a necessidade da completa conversão da atitude de egocentrismo, afirma:

“Aqueles que assim agirem e perseverarem até o fim, verão repousar sobre si o Espírito do Senhor e ele fará neles sua morada permanente, e serão filhos do Pai celestial cujas obras fazem. E serão esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus esposos, quando a alma crente está unida a Jesus Cristo pelo Espírito Santo. Somos seus irmãos quando fazemos a vontade de seu Pai, que está nos céus. Somos suas mães, se com consciência pura e sincera o trazemos em nosso coração e nosso seio e o damos à luz por obras santas que sirvam de luminoso exemplo para os outros”.

Para São Francisco a grandeza e a importância de Maria está no fato dela ter feito Cristo nosso irmão, dando-lhe a carne de nossa humanidade. Ele a vê sempre unida ao seu Filho. Por isso, a devoção a ela se faz na vida conforme o Evangelho. Francisco não só recorre à proteção de Maria, mas assume as atitudes dela frente a Deus, e como ela, concebe, gera e dá à luz à Palavra de Deus, dando-lhe vida e forma. É a fecundidade espiritual dos que, como Maria, geram o Cristo em suas vidas.

Terça, 10 Outubro 2017 10:43

Amigos Verdadeiros

"...Quando vos separais de vosso amigo, não vos aflijais. Pois o que amais nele pode tornar-se mais claro na sua ausência” (Kahlil Gibran).

Um falso amigo deixará que tu sigas livremente por qualquer direção. Apenas os amigos verdadeiros farão advertências, por que quem ama de verdade critica e se preocupa, tal modo que sempre te apontarão os obstáculos, as limitações e o abismo no final do caminho, enquanto o falso amigo se regozijará de ver-te tropeçando e caindo no precipício.

Somente o verdadeiro amigo é capaz de se alegrar com suas conquistas, vitórias e até com uma riqueza que possa aparecer de repente... Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade! Porque em um momento difícil qualquer um se aproxima de você, mas um pseudo-amigo jamais suportaria a sua felicidade...

Tenha uma ótima e ensolarada tarde... Que ela seja linda como a beleza de um por do sol...

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 06 Outubro 2017 14:05

Almoço Antonino em Família

Venham participar conosco de nosso primeiro almoço Antonino em família, será um momento de grande alegria e festividade em nossa paróquia onde desfrutaremos de um delicioso cardápio com música ao vivo, bebida gelada, sorteios de brindes, espaço para a criançada e muito mais.!

Será dia 19/11/2017 a partir das 11 horas no salão paroquial.

Valor: R$30,00. (Ingressos na secretaria, lojinha, balcão do dízimo)

Quarta, 04 Outubro 2017 15:11

Viva São Francisco

“Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras” (São Francisco de Assis).

São Francisco foi um grande pregador do Evangelho. Pelos caminhos de Assis, da Úmbria e da Itália... Muitas vezes ele não dizia palavras. Apenas caminhava, conversando com seu confrade... E, na sua maneira alegre e fraterna de caminhar e conversar já estava pregando o Evangelho. Daí a lição: o Evangelho deve ser vivenciado e, só depois, anunciado e pregado.

Hoje Francisco de Roma, o Papa, nos convida também a assumir a ternura e a alegria de Francisco de Assis. Devemos ser católicos em saída, em missão, no caminhar da vida anunciando o Evangelho da alegria... Francisco de Roma quer que sejamos capazes de assumir o Evangelho como o caminho da salvação, da alegria e da paz. Francisco de Roma e de Assis, ambos na mesma energia, na mesma alegria!

Tenha um ótimo e abençoado dia!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 04 Outubro 2017 10:03

Feliz Festa de São Francisco

Caríssimos irmãos e irmãs,

Que o Senhor lhes dê a Paz e todo o Bem!

Na oração das primeiras Vésperas da Solenidade de São Francisco de Assis, proclamamos a seguinte antífona no responsório breve: “Francisco, pobre e humilde, entra rico nos céus, com hinos celestes é honrado”. Este binômio, “pobre e humilde” se repete na oração conclusiva de todas as horas canônicas: “Ó Deus, que fizestes o seráfico Pai São Francisco assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humildade e pobreza, concedei que, trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho, unindo-nos convosco na perfeita alegria”.

Pobreza e humildade são duas virtudes-irmãs exaltadas pelo próprio Pai Seráfico na sua Saudação às Virtudes: “Senhora santa pobreza, o Senhor te salve com tua irmã, a santa humildade… A santa pobreza confunde a ganância e a avareza e os cuidados deste mundo. A santa humildade confunde a soberba e todos os homens que há no mundo e igualmente todas as coisas que há no mundo” (SV 2.11-12).

Neste ano, por ocasião da Solenidade de São Francisco de Assis, desejo destacar a “virtude da santa pobreza” vivida e abraçada por “Francisco, pobre e humilde”. E o motivo é este: No dia 13 de junho deste ano, justamente na Festa de Santo Antônio, o Papa Francisco editou um belíssimo texto intitulado “Não amemos com palavras, mas com obras”, instituindo o dia 19 de novembro como Dia Mundial dos Pobres.

A Pobreza abraçada por Francisco de Assis é resposta dada por quem não se fez “surdo ao Evangelho” (1Cel 22): “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus” (cf. LTC 29,1-6). Assim, a referência e o núcleo central da pobreza vivida por Francisco é a pobreza de Nosso Senhor Jesus Cristo, da forma como prescreveu na Regra: “Como peregrinos e viandantes que servem ao Senhor em pobreza e humildade, peçam esmolas com confiança; disso não se devem envergonhar, porque o Senhor se fez pobre por nós, neste mundo” (RB 6,4).

A convicção da “sublimidade da altíssima pobreza” é fundamental para São Francisco e todos os seus seguidores. Ele estabeleceu a virtude da pobreza de Jesus Cristo como: critério vocacional para abraçar esta forma e regra de vida; apelo para a desapropriação total, especialmente a alegria do viver “sem nada de próprio”, com a demitização do “eu”; incentivo para um estilo de vida sóbrio como peregrinos e itinerantes; fundamento para a gratuidade da “graça de trabalhar com fidelidade e devoção”; apelo ao desapego e deposição de cargos ou mandos; um modo fraternal de relacionar-se com o Criador e as criaturas; atitude permanente de restituição ao Senhor pelos dons recebidos; acolhimento da Irmã Morte como gesto último e derradeiro para devolver com gratuidade o sopro da vida que um dia recebemos do Criador.

O Papa Francisco, ao proclamar o Dia Mundial dos Pobres, recorda o abraço de Francisco de Assis ao leproso, afirmando: “Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos”. A experiência de Francisco, na linguagem do Papa, deveria sensibilizar os cristãos “a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida”. E mais: “Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na eucaristia” (n. 3). E ainda, no mesmo texto, o Papa é categórico ao usar este imperativo: “Assumamos, pois, o exemplo de São Francisco, testemunha da pobreza genuína. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhecê-Lo e servi-Lo nos pobres” (n. 4).

Para além da reflexão e a exemplo do Pobre de Assis, o Papa Francisco nos provoca a realizarmos ações e gestos que deem visibilidade a este Dia Mundial dos Pobres, tanto nas nossas Fraternidades como na ação evangelizadora. Por exemplo: ter momentos de encontro e amizade, de solidariedade e de ajuda concreta; convidar os pobres para a mesa da comunhão fraterna e eucarística; aproximar-nos dos pobres e tê-los como hóspedes privilegiados na nossa mesa, etc. Eu sonho com o retorno desses gestos! Enviem-nos os seus registros (fatos e fotos), não para nossa vanglória, mas para partilhar entre irmãos a alegria do abraço ao “leproso”. É ele que transforma as nossas amarguras em “doçura para a alma e para o corpo” (Test 3).

Que nesta solenidade do Seráfico Pai São Francisco possamos retomar a escalada do caminho que nos leva aos esponsais místicos com a Senhora Santa Pobreza, tão magnificamente descrito no 3º capítulo do Sacrum Commercium:
“Apertado é o caminho, irmãos, e estreita a porta que conduz à vida, e poucos são os que a encontram. Fortalecei-vos no Senhor e no poder de sua força, pois tudo que é difícil vai ser fácil para vós. Deponde a carga da vontade própria, lançai fora o peso dos pecados, e cingi-vos como homens fortes. Esquecidos do que está atrás, ansiai o quanto puderdes pelo que está à frente de vós. Digo-vos que todo lugar que vosso pé pisar será vosso. Pois diante de vós há um espírito, o Cristo Senhor, que vos atrairá aos cumes da montanha com vínculos de amor. Coisa extraordinária, irmãos, é desposar a Pobreza, mas facilmente poderemos gozar dos seus amplexos, pois se tornou como viúva a senhora dos povos, vil e desprezível a todos a rainha das virtudes. Ninguém há na região que ouse reclamar, ninguém que se nos oponha, ninguém que tem direito possa proibir essa salutar aliança. Todos os seus amigos a desprezaram e se tornaram seus inimigos. Quando acabou de dizer estas coisas, todos começaram a andar atrás de São Francisco”.

Feliz festa de São Francisco de Assis!

Segunda, 02 Outubro 2017 15:58

Prevenção

“Invista na prevenção, não espere a doença chegar; a saúde preventiva faz bem às pessoas e ao meio ambiente” (Adelmar Marques Marinho).

Com o patrocínio de Santa Terezinha outubro chegou! É o mês missionário ode somos convidados a exercer a unção do sacramento da Crisma para anunciar o Reino de Deus... É tempo de saída, de ir ao encontro das pessoas que estão nas praças da vida, necessitadas de pão ou de amor, como nos ensina Madre Tereza. Que este tempo favorável nos inspire a ajudar as pessoas, a sermos mais fraternos zelosos cuidadores da vida...

Neste “outubro rosa” vamos também conversar mais, debater mais e orientar as mulheres fazer os exames preventivos de câncer de mama. As glândulas mamárias são fonte de vida, pois levam o leite (alimento e amor) aos bebês... Esta parte do corpo deve ser sempre fonte de vida e não de morte... Por isso, todo cuidado deve ser dado à este lugar que serve para amamentar e transmitir amor...

Feliz mês de outubro. Viva Santa Terezinha!

Frei Paulo Sérgio, ofm