Raphael

Raphael

Quarta, 28 Fevereiro 2018 14:58

Conversão

“A verdadeira conversão dá segurança ao homem, mas não lhe permite cessar de vigiar” (C H Spurgeon).

 

A conversão não é nada mais do que o primeiro passo na vida cristã. Enquanto vivermos a nossa busca não pode parar, pois a jornada não para, o caminhar não cessa, o crescimento espiritual não pode retroceder... Na dinâmica dos ensinamentos de Cristo, somos convidados a ressuscitar a cada amanhecer, a tomar posse da vida nova...

 

A conversão não é um processo suave e fácil como algumas pessoas imaginam; se assim fosse, o coração do homem jamais teria sido comparado a um solo não cultivado, e a Palavra de Deus, a um arado... É preciso coragem para acolher o Evangelho e permitir que ele cause transformação dentro de nós... Caminhando na alegria da eleição divina, a vida passa a ter um novo sabor, passa a ter gosto de céu...

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 28 Fevereiro 2018 08:17

“O Senhor nos pede pouco e nos dá tanto!”

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco falou sobre a “apresentação das oferendas”: “O Senhor nos pede, na vida ordinária, boa vontade; nos pede coração aberto, nos pede desejo de ser melhores e para dar-se ele mesmo a nós na Eucaristia, nos pede estas ofertas simbólicas que depois se tornam o Corpo e o Sangue”.

A Cruz foi o primeiro altar cristão, e “quando nós nos aproximamos do altar para celebrar a Missa, a nossa memória vai ao altar da Cruz, onde foi feito o primeiro sacrifício”. Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu continuidade a sua série de catequeses sobre a Santa Missa, falando sobre a Liturgia Eucarística, em particular, a apresentação das oferendas. Com a temperatura de -2°C, o tradicional encontro das quartas-feiras foi transferido para a Sala Paulo VI. Eram 12 mil os fiéis presentes. Como a Sala Paulo VI tem capacidade para 7 mil pessoas, muitos tiveram que ser deslocados para a Basílica de São Pedro, onde acompanharam a Audiência por um telão. Eles foram saudados pelo Santo Padre ao final do encontro.

Em sua catequese, o Papa explicou que o sacerdote, na Missa, “representa Cristo, cumpre aquilo que o próprio Senhor fez e confiou aos discípulos na Última Ceia: tomou o pão e o cálice, deu graças, os deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei…bebei: este é o meu corpo… este é o cálice de meu sangue. Fazei isto em memória de mim”.

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Obediente ao mandato de Jesus, a Igreja dispôs a Liturgia eucarística “em momentos que correspondem às palavras e aos gestos realizados por Ele, por Jesus, na véspera de sua Paixão. Assim – explicou o Papa – na preparação dos dons são levados ao altar o pão e o vinho, isto é, os elementos que Cristo tomou em suas mãos”.

“Na oração eucarística damos graças a Deus pela obra da redenção e as ofertas se tornam o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. Seguem a fração do Pão e a Comunhão, mediante a qual revivemos a experiência dos Apóstolos que receberam os dons eucarísticos das mãos do próprio Cristo”.

 

O primeiro desses gestos de Jesus – observou Francisco – foi tomar o pão e o vinho, o que corresponde, na celebração da Eucaristia, à apresentação das oferendas: “É bom que sejam os fiéis a apresentar ao sacerdote o pão e o vinho, porque eles significam a oferta espiritual da Igreja ali recolhida pela eucaristia. Não obstante hoje os fiéis não levem mais, como em um tempo, o próprio pão e vinho destinados à Liturgia, todavia o rito da apresentação destes dons conserva o seu valor e significado espiritual”.

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“Nos sinais do pão e do vinho, o povo fiel deposita a própria oferenda nas mãos do sacerdote, o qual a coloca sobre o altar ou banquete do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística”. Desta forma, no “fruto da terra e do trabalho do homem” é oferecido o compromisso dos fiéis em fazerem de si mesmos, obedientes à palavra de Deus, um “sacrifício agradável a Deus, Pai todo poderoso”, “para o bem de toda a Santa igreja”.

Assim, “a vida dos fiéis, seus sofrimentos, a sua oração, o seu trabalho, são unidos àqueles de Cristo e a sua oferta total, e neste modo assumem um novo valor”: “É pouca a nossa oferta, mas Cristo tem necessidade deste pouco. O Senhor nos pede pouco, e nos dá tanto. Nos pede pouco: nos pede, na vida ordinária, boa vontade; nos pede coração aberto, nos pede desejo de ser melhores e para dar-se ele mesmo a nós na Eucaristia, nos pede estas ofertas simbólicas que depois se tornam o corpo e o sangue”.

Uma imagem deste movimento oblativo de oração é representada pelo incenso que, consumido no fogo, libera uma fumaça perfumada que sobe: “Incensar as ofertas, como se faz nos dias de festa, incensar a cruz, o altar, o sacerdote e o povo sacerdotal manifesta visivelmente o vínculo ofertorial que une todas estas realidade ao sacrifício de Cristo”.

“E não esquecer: existe o altar que é Cristo, mas sempre em referência ao primeiro altar que é a Cruz, e sobre o altar que é Cristo levamos o pouco de nossos dons – o pão e o vinho – que depois se tornarão o muito – Jesus mesmo – que se dá a nós”.

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Isto é expresso também na “oração sobre as oferendas”, quando “o sacerdote pede a Deus para aceitar os dons que a Igreja lhe oferece, invocando o fruto da mirável troca entre a nossa pobreza e a sua riqueza.

No pão e no vinho apresentamos a ele a oferta de nossa vida, para que seja transformada pelo Espírito Santo no sacrifício de Cristo e torne com Ele uma única oferta espiritual agradável ao Pai. Enquanto se conclui a preparação dos dons, se dispõe à Oração Eucarística”.

Que a espiritualidade do dom de si, que este momento da Missa nos ensina, possa iluminar os nossos dias, as relações com os outros, as coisas que fazemos, os sofrimentos que encontramos, ajudando-nos a construir a cidade terrena à luz do Evangelho.

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Deus é jovem': o novo livro do Papa Francisco

Dois anos depois de “O nome de Deus é misericórdia”, publicado em mais de 100 países, o novo livro-entrevista do Papa Francisco, “Deus é jovem”, será lançado em todo o mundo no dia 20 de março. Em vista do Sínodo dos Jovens, em outubro próximo no Vaticano, o novo projeto editorial será publicado logo antes do Dia Mundial da Juventude, celebrado no Domingo de Ramos no Vaticano e nas dioceses dos cinco continentes.

“Nas seis principais línguas, a capa traz o título escrito a mão pelo próprio Papa”. Nesta obra, Francisco conversa com o jornalista Thomas Leoncini dirigindo-se aos jovens de todo o mundo, de dentro e fora da Igreja, e com firmeza e paixão, analisa os grandes temas da actualidade. O resultado é um diálogo corajoso, intimo e memorável. No Brasil, o livro será publicado pela Editora Planeta.

Segunda, 26 Fevereiro 2018 09:54

Inocência

“A felicidade é antes de tudo, o sentimento tranquilo, contente e seguro da inocência” (Henrik Ibsen).

 

A inocência significa também a capacidade de não sentir mau cheiro nas coisas ou das situações da vida (no latim “in-nocentia”). Quando estamos em estado de inocência abandonamos toda forma de julgamento... Assim estamos em sintonia com os ensinamentos de Jesus: não julgueis e não sereis julgados, não condenei e não sereis condenados (Lc 6, 37).

 

Que a gente siga cultivando um pouco da pureza, da inocência e da confiança que a gente tinha quando crianças... coisas que acabam se perdendo com a brutalidade do cotidiano, com a dureza que a gente vai experimentando na luta pela sobrevivência! Que a gente siga cultivando a beleza, a capacidade de confiar em Deus e também nas pessoas, mesmo que haja muitas decepções...

 

Tenha um ótimo e abençoado dia... E uma excelente semana também!

Frei Paulo Sergio, ofm

Quarta, 21 Fevereiro 2018 14:38

Delicadeza

"Cada um escolhe um jeito de olhar pra vida. Eu prefiro olhar com mais delicadeza” (Denise Portes).

 

Ser delicado é algo que se constrói em nossa personalidade, em nosso jeito de ser. Isso não tem nada a ver com fraqueza, com falta de opinião própria ou com ausência de forças em nossas atitudes. A delicadeza é algo que brota da alma e atende nossas ações, fazendo-nos polidos, generosos e com capacidade de participar do sofrimento das pessoas. A delicadeza nos faz pessoas mais misericordiosas!

 

O coração delicado sofre menos das feridas que recebe do que das que faz, assim nos atesta Santo Agostinho. A delicadeza afasta de nós as amarguras, permite-nos ver a vida com alegria e esperança. O cristão deve cultivar esse jeito de ser, pois Jesus revela-nos o Pai Eterno com delicadeza em suas ações. Deus (em nós) impele-nos a ter um coração bondoso e compassivo, com o olhar transformado pela BELEZA que é o próprio DEUS...

 

Tenha um ótimo fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 19 Fevereiro 2018 09:46

Paixão

“Os homens que se emocionam com as paixões são capazes de ter mais doçura na vida” (Descartes, R.).

 

A PAIXÂO é uma fonte grandiosa de energia psíquica, capaz de nos arrebatar para grandes conquistas, para realizar grandes coisas. É verdade, também, que pode nos destruir ou nos tirar do equilíbrio da razão. Se bem utilizada, a paixão pode ser extremamente positiva, impulsionando-nos à criatividade, a sair de condicionamentos e até de estruturas obsessivas...

 

A paixão é uma poderosa energia capaz de criar verdadeiros heróis, pessoas impregnadas de uma missão, verdadeiros conquistadores! Quem tem PAIXÃO pela vida, pela profissão, pela missão será sempre capaz de renovar-se e re-inventar-se... A paixão retira-nos da mesmice e do enfado e pode nos levar a fazer grandes coisas. Apaixone-se pelas pessoas, pela vida, pela fé e, depois, permita o amor entrar e... ficar!

 

Tenha um ótimo e iluminado dia!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 16 Fevereiro 2018 11:45

Converter-se

“Para viver a ‘alegria do Evangelho’ é preciso ‘converter-se acreditando’ e respirar profundamente o Espírito Santo” (Pe. Raniero Cantalamessa).

 

Converter-se significa mudar de direção no caminho da vida: não com um pequeno ajustamento, mas com uma verdadeira inversão de marcha... Converter-se significa reconhecer que somos criaturas (humanos), que dependemos de Deus, do seu amor, e somente “perdendo” a nossa vida n’Ele podemos ganhá-la...

 

Isto exige trabalhar as nossas escolhas à luz do Espirito Santo... Reconhecer que o sentido maior das nossas vidas não está somente aqui: há uma transcendência, há um caminho que se abre para a plenitude... É desejar o CÉU e apresenta-lo para as pessoas, viver a VIDA no espirito total e pleno de GRATIDÃO!

 

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm.

Quarta, 14 Fevereiro 2018 15:46

Quaresma é tempo de examinar o coração

Tempo de ser levado aos leprosos

Há o tempo de trabalhar e o tempo de descansar, o tempo de rir e o tempo de chorar, o  tempo de  caminhar e o tempo de sentar-se, há o tempo  do Natal e o tempo  da Quaresma…

tique-20Não estamos mais numa Igreja de cristandade. Hoje as pessoas que quiserem ser discípulas de Cristo Jesus terão que fazer uma escolha, uma opção. Precisam optar. Não basta apenas viver à sombra de uma tradição dita cristã. Quaresma, jejum, abstinência  são palavras que pouco falam aos nossos contemporâneos.  Evocam o tempo das coisas assentadas. O que restou de tudo? Não se come carne na quarta-feira de cinzas nem na sexta-feira da paixão. Alguns lembram ainda o tempo em que se cobriam as imagens com panos roxos. Em nosso tempo se organizam de tal forma que possam  fazer viagens ao exterior ou no país nos dias da semana santa.  Desde a quinta-feira da semana santa até  amanhã da segunda-feira depois da Páscoa, o trânsito se torna caótico. Difícil para nossos contemporâneos ir mais além. Quaresma, advento, tempo comum da vida da Igreja? Vagas lembranças. O que conta é o tempo dos contratos, da abertura das bolsas, do jornal nacional…

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tique-20Os que queremos ser discípulos do Senhor, no entanto, esforçamo-nos em viver intensamente esse tempo favorável, essa estação  privilegiada de  algumas semanas em que, na comunidade cristã e em nossa vida pessoal, procuramos reacender nossa paixão por  Cristo e tentar nos preparar  para viver,  a partir do interior,  nossa própria história pessoal, nossa adesão ao Senhor, nossa morte com ele no alto da cruz e o empenho de procurá-lo na manhã de Páscoa com  Maria

tique-20Tudo começa com nada ou quase nada. Participamos da imposição das cinzas  na quarta-feira. Somos fragilidade, poeira, cinza.  Não temos que vangloriar de comportamentos luminosos. Somos fragilidade. Fazemos questão de receber esse sacramental.  Cinza na cabeça, na fronte. O rito das cinzas inaugura um período em que somos convidados a prestar mais atenção aos alegres compromissos com Cristo. Fragilidade e convite à mudança de  vida.  Sem masoquismos e “dolorismos”,  queremos entrar numa trilha de conversão, de mudança de  vida.  Não somos convidados a rasgar as vestes, mas o coração.  O coração contrito e humilde é a única porta por onde pode a Graça penetrar. Quaresma tempo de examinar o coração, as intenções. Sim, tempo de revalorização dos atos de penitência.  Não basta apenas acompanhar  o sobe e desce  da Bolsa e do dólar.  Será preciso ver  senão andamos voltando para as cebolas do  Egito, se estamos na pista da plenitude evangélica. Se não deixamos o coração endurecer.

tique-20Conversão, mudar de vida, mudar para viver. “Foi assim que o Senhor concedeu a mim, Frei Francisco, começar uma vida de penitência: como estivesse em pecado, parecia-me deveras insuportável olhar para leprosos. E o Senhor mesmo me conduziu entre eles e eu tive misericórdia com eles. E enquanto eu me retirava deles, justamente o que antes de parecia amargo  se me converteu em doçura da alma e do corpo. E depois  disto  demorei  só bem pouco e abandonei o mundo” (Testamento de São Francisco 1-3). Quaresma tempo de olhar o outro,  os outros, os de perto e os de longe. Tempo de fazer com que o doce se transforme em  amargo e o amargo, em doce. Tempo de deixar a mentalidade mundana.

tique-20Na quarta-feira da poeira, das cinzas é proclamado o evangelho da verdade, das transparências. Os que jejuam façam-no com rosto alegre. Os que oram deixem de lado o estardalhaço. Que entrem no seu quarto. O Pai não precisa de esforços das cordas vocálicas, mas de corações transparentes. Quando o bem foi feito será sempre realizado sem alarido. A mão esquerda não sabe o que anda fazendo a direita.

tique-20Poeira, insignificância, cinzas… terra seca… deserto. Logo no início da Quaresma estaremos com Jesus no deserto. Silêncio,  espaço de ouvir bem as coisas que nos foram ditas.  Silêncio e deserto de nós mesmos, de nossos desejos, de nossos projetos.  Tempo de deixar as coisas se assentarem.  Marcos lembra que, depois de ter vencido as tentações, Jesus vivia uma paradisíaca paz com os animais selvagens.  Vencida a tentação, instaura-se o paraíso.

tique-20Quaresma, tempo de escutar o Filho amado. Jesus se transfigura diante de seus discípulos. Lavadeira alguma na terra conseguiria fazer mais brancas as vestes do Senhor no alto da transfiguração.   Na Quaresma, como nunca, a voz do Pai nos atinge: “Este é o meu Filho muito amado. Ouvi-o”.  A Transfiguração é lida nos segundo domingo da Quaresma. Ela funciona, na urdidura litúrgica, como um momento de fortalecimento antes da cruz.

tique-20Quaresma, tempo de olhar para a cruz. Essas tantas cruzes. Cruz que cobre nossa frente e nosso rosto ao traçamos seu sinal sobre nós mesmos. Crucifixos pendurados nos pescoços. Pequenas cruzes avisando naquela curva perigosa da estrada a vida de alguém foi ceifada em terrível acidente. Cruzes de ouro e de pedras preciosas que sempre lembram a cruz do Esposo e Amado. Tempo de lembrar  que o amor levou o mais belo dos filhos dos homens até  o gesto de amor mais acendrado.  Ele, contorcendo-se de dores, abriu para os que dele aproximavam uma estrada luminosa. Não podemos parar nas cruzes artísticas, de madeira fina ou de metais preciosos.  A cruz é sempre a cruz. Renúncia,  esquecimento de si em vista de um bem maior. Quaresma, tempo de sair pelas ruas, como sugeria Francisco de Assis, depois de contemplar o crucificado e dizer por palavras e pela vida: “O amor não é amado, o amor não é amado”.

Quaresma tempo de recordar. Quaresma e semana santa. Piscina de Siloé, Mar  Vermelho,  água  jorrando da pedra, água do poço de Samaria… tudo isso vai penetrando em nós. Quaresma, tempo de renovar os compromissos batismais, renovar os propósitos, deixar-se lavar pela misericórdia do Pai. Morrer a si mesmo. Não deixar que o tempo da quaresma passe sem que tenhamos renovado o morrer e o renascer com Cristo. Não somos meros membros de uma religião,  não  nos contentamos que nossos nomes estejam nos registros das secretarias paroquias ou nos arquivos diocesanos.  Pessoal e comunitariamente renovamos nossa adesão. Água que leva o que impuro, água que recria a vida, agua do peito aberto do Senhor Jesus no alto da cruz.  Não existe maior amor do que dar a vida pelos seus.

Quarta, 14 Fevereiro 2018 08:29

Conversão

“Convertei-vos e crede no Evangelho!” (Mc 1, 15c).

 

Eis que estamos iniciando um tempo favorável de conversão, penitência e mudança de vida: A QUARESMA! A palavra conversão vem do hebraico'teshuvah' que significa voltar, retornar, regressar... é o chamado de Deus, através dos profetas, para que o povo abandonasse o caminho do mal e do pecado e voltassem aos caminhos do Senhor. Seu significado primordial é religioso: conversão e mudança de vida!

 

Depois veio a palavra grega metanóia que significa também mudança de mentalidade e da consciência! Assim, a metanóia não é somente algo religioso, mas também psicossocial. É mudança de nossa maneira de viver e agir. É entender que não podemos mais continuar fazendo mal à Vida, às pessoas e à natureza... É uma abertura para que surja uma nova maneira de viver e de pensar a VIDA como um verdadeiro dom de Deus!

 

Tenha uma abençoada e frutuosa Quaresma!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 09 Fevereiro 2018 09:45

Cortesia

“A cortesia é irmã da caridade, que apaga o ódio e fomenta o amor” (São Francisco de Assis).

 

A cortesia vem de cortês, um adjetivo próprio daquele que foi educado nas cortes, ou seja, entre os nobres, num palácio de Rei. A cortesia, enquanto virtude, é uma busca que fazemos não só pela educação, mas pela capacidade de alma e do coração de acolher, desenvolvendo um “espirito de finura” (esprit de finesse), como dizia o filósofo Blaise Pascal.

 

Busquemos, pois, firmar a cortesia que é um sentimento de bondade, que gera interesse pelos nossos semelhantes e capacidade de amar, no sentido de desejar o BEM para as pessoas.  Já dizia Dalai Lama: “nada é tão atraente em um homem como sua cortesia, sua paciência e sua tolerância”. Então seja cortês, trate as pessoas com elegância e carinho... Isso faz muito bem ao coração!

 

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quinta, 08 Fevereiro 2018 10:29

Gentileza

“A gentileza é a essência do ser humano. Quem não é suficientemente gentil não é suficientemente humano” (Joseph Joubert).

 

Quando deixamos de olhar tão ansiosamente para o que nos falta e passamos a olhar com gentileza para o que já temos, descobrimos que, na verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. Isso nos cura da ansiedade pelo amanhã e pelo futuro... Passamos a viver a intensidade da vida a estar PRESENTES em cada momento...

 

A gentileza não deve estar apenas em nossas palavras mas, principalmente, em nossas atitudes. Mesmo nos momentos mais difíceis da vida devemos agradecer, retribuir carinho e amor. Esteja sempre à disposição de outras pessoas. Faça o bem e o bem sempre te procurará... Procure estender suas mãos, sempre!

 

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm