Raphael

Raphael

Segunda, 27 Junho 2016 15:42

Porque você quer saber?

“Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: por que você quer saber?” (Dalai Lama).

 

Veja que a questão retorna para quem pergunta! Assim você devolve ao outro a mesma energia que ele te lançou.

Ou seja, você interroga pelos motivos pelos quais se pergunta. Isso talvez já seja suficiente para desarmar a pessoa.

Os gregos geraram muitos filósofos por terem, culturalmente, a capacidade da dúvida e do questionamento.

 

Isso também ajuda quando vem o desejo de levar uma conversa adiante acerca de uma pessoa.

Faz bem a questão para dentro (si mesmo): isso é positivo ou verdadeiro? Isso vai causar algum efeito positivo para a pessoa?

Ou ainda: o que estou ganhando levando essa conversa pra frente? Penso que essas peneiras sejam suficientes para se evitar o mal da discórdia...

 

Tenha uma ótima e abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 24 Junho 2016 15:58

O Compromisso que nos faz livres

Jesus tomou a firme decisão de partir para Jerusalém (Lc 9,51). Ele sabia o que lhe esperava e por isso precisou de firmeza para seguir em frente com sua missão. Sem esta firmeza certamente iria recuar diante das primeiras dificuldades como, por exemplo, a não acolhida dos samaritanos. Se não estivesse firme em seu propósito, Jesus cederia à tentação proposta por Tiago e João de resolver aquela contrariedade à base da força e do poder, dizimando aqueles que se negaram a acolher o Filho de Deus. No entanto, livre e firme em seu propósito, Jesus passou adiante, sem se lamentar.

A firmeza do Mestre lhe conferia liberdade, aquela a que São Paulo se refere quando diz: “É para liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Liberdade que se traduz em desapego da parte de quem não tem onde repousar a cabeça (Lc 9,58). E de fato não teve. Na cruz, o Mestre ficou com a cabeça pendida, sem poder sequer recostá-la no madeiro, impedido pela coroa de espinhos que lhe feria a carne e penetrava-lhe o crânio. Sem firme decisão, esta entrega não aconteceria. Jesus foi muito firme para ser totalmente livre.

É a esta firmeza que Jesus nos chama. A firmeza de quem coloca a mão no arado e segue em frente, ainda que o esforço tenha de ser grande. Na lógica de Jesus, só se liberta de verdade quem se compromete por inteiro com o projeto do Reino que Ele veio anunciar. No entanto, Deus é paciente e misericordioso. Conhece profundamente nosso coração e sabe de nossas fraquezas e instabilidades. O mais importante é não perdermos de vista a firmeza e o comprometimento do Mestre, mesmo nos trancos e barrancos de nossa frágil existência. E, assim, na medida em que conseguirmos cada vez mais nos comprometer com Ele, mais livres, felizes e completos seremos.

 

Fonte: www.franciscanos.org.br

Sexta, 24 Junho 2016 13:06

Estações

“Se não tivéssemos inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda” (Anne Bradstreet).

 

Estações que mudam, outono que se foi e inverno acontecendo... Tempo de recolhimento,

de permitir que os ventos levem aquilo que não precisa mais ficar, de permitir que aquilo que secou ser carregado para longe,

criando outras vidas, trazendo novas esperanças e novas possibilidades!

 

O inverno nos convida celebrar as amizades em torno das lareiras ou das fogueiras.

Tempo de saborear o recolhimento com um gostoso vinho, regado com boas conversas...

Tempo de reatar laços e de ir ao encontro de pessoas que foram ficando no decorrer do tempo...

Que haja alegria e disposição dentro de ti e muita vontade de renascer nos primeiros sinais de primavera!

 

Tenha um ótimo fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 24 Junho 2016 10:34

Natividade de São João Batista

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pelo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo”(Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).

São João Batista, rogai por nós!

 A catequese do Papa nesta quarta-feira (22/06) foi centrada no texto evangélico de Lucas que narra o milagre da cura do leproso. Cerca de 20 mil pessoas encheram a Praça São Pedro para a audiência semanal, quando Francisco se encontra de perto com fiéis, peregrinos, turistas e romanos. Antes de tomar posição, o Pontífice deu a habitual volta pela praça com o Papamóvel, cumprimentando e sorrindo para todos.

A lepra, naquela época, era considerada uma maldição, uma impuridade; e portanto, o leproso tinha que ficar afastado, longe do templo, de Deus e dos homens. Na narração de Lucas, o leproso não aceita estas leis, as desrespeita e entra na cidade, procurando Jesus.

“Ao ver Jesus, ele caiu com o rosto em terra e suplicou-lhe: “Senhor, se queres, tens o poder de purificar­-me”. Descrevendo o episódio, Francisco explicou que com este gesto, o homem reconhece o poder de Jesus. E a sua fé dizia que Jesus podia curá-lo. Esta súplica mostra que com Jesus, são suficientes poucas palavras, mas acompanhadas pela confiança em sua onipotência e bondade. “Entregar-nos à vontade de Deus significa confiar em sua infinita misericórdia”.

O Papa, improvisando, revelou aos presentes que antes de dormir, reza 5 Pai-nosso, pensando nas chagas de Jesus, e pede que o purifique.

Quando o leproso pede a purificação, Jesus faz algo inconcebível: estende a mão e toca o leproso. O Papa fez então uma comparação conosco, nos dias de hoje: “Quantas vezes encontramos um pobre e, mesmo sendo generosos e sentindo compaixão, não o tocamos. Oferecemos uma moeda, mas evitamos tocar sua mão. Esquecemos que aquele é o corpo de Cristo! Jesus nos ensina a não ter medo de tocar o pobre e o excluído, porque Ele está neles. Tocar o pobre pode nos purificar da hipocrisia e nos preocupar por sua exclusão”.

Improvisando novamente, Francisco apresentou alguns jovens que subiram com ele à tribuna de onde profere a catequese: “Muitos pensam que seria melhor que eles tivessem permanecido em suas terras… mas ali eles estavam sofrendo. São os nossos refugiados, mas muitos os consideram excluídos. Por favor, eles são nossos irmãos!”

Enfim, depois de curar o leproso, Jesus recomendou que não o contasse para ninguém: “Mostra-te ao sacerdote e apresenta por tua purificação a oferenda prescrita por Moisés. Isso lhes servirá de testemunho”. Para o Pontífice, esta ordem demonstra três coisas. A primeira é que a graça do Senhor não quer sensacionalismo; age com discrição e sem clamor. A segunda é que ao apresentar oficialmente a sua cura e celebrar um sacrifício, o leproso foi readmitido na comunidade e na vida social. A sua reintegração completa a cura. E enfim, apresentando-se aos sacerdotes, o leproso dá testemunho do poder e da compaixão de Jesus. A fé do homem se abre à missão. “Ele era um excluído e se tornou um de nós”.

O Papa concluiu convidando os fiéis a acreditarem: “Mas pensemos em nós, nas nossas misérias… com sinceridade. Quantas vezes as cobrimos com a hipocrisia das ‘boas maneiras’. É precisamente então que é preciso estar a sós, ajoelharmo-nos diante de Deus e rezar: ‘Senhor, se quiseres, podes purificar-me!’”.

Na programação estão previstos encontro ecumênico e oração pela paz

 "Peço-lhes que rezem por mim, que em poucos dias vai como peregrino a uma terra do leste, à Armênia, a primeira entre as nações a receber o Evangelho de Jesus”, disse o papa, ao final da audiência com representantes da Fundação Pontifícia Ajuda às Igrejas orientais, no sábado 18 de junho.

Nesta sexta-feira, 24, o papa viajará à Armênia para visita apostólica que durará dois dias. De acordo com informações da Sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco chegará logo pela manhã e fará primeira visita à catedral apostólica e, na sequência, terá encontro com autoridades. 

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, mais de 600 jornalistas estão credenciados para cobrir a viagem do papa. A redação brasileira da Rádio Vaticano fará transmissão, ao vivo, pelo YouTube dos principais eventos desta visita apostólica. Para acompanhar basta fazer inscrição do canal VaticanBR.