Raphael

Raphael

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Em Belém, da Virgem Maria, nasceu Jesus. Não foi por vontade humana que nasceu, mas por um dom de amor de Deus Pai, que «tanto amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16).

Este acontecimento renova-se hoje na Igreja, peregrina no tempo: a fé do povo cristão revive, na liturgia do Natal, o mistério de Deus que vem e assume a nossa carne mortal, fazendo-Se pequenino e pobre para nos salvar. E isto enche-nos de comoção, porque é demasiado grande a ternura do nosso Pai.

Os primeiros, depois de Maria e José, a ver a glória humilde do Salvador foram os pastores de Belém. Reconheceram o sinal que lhes fora anunciado pelos anjos e adoraram o Menino. Aqueles homens, humildes mas vigilantes, são um exemplo para os crentes de todos os tempos que, diante do mistério de Jesus, não se escandalizam da sua pobreza, mas, como Maria, fiam-se da palavra de Deus e, com olhos simples, contemplam a sua glória. Perante o mistério do Verbo encarnado, os cristãos de toda a parte confessam, com as palavras do evangelista João: «contemplamos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade» (1, 14).

Hoje, enquanto sopram no mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino convidando-nos a reconhecê-Lo no rosto das crianças, especialmente daquelas para as quais, como sucedeu a Jesus, «não há lugar na hospedaria» (Lc 2, 7).

Vemos Jesus nas crianças do Médio Oriente, que continuam a sofrer pelo agravamento das tensões entre israelitas e palestinenses. Neste dia de festa, imploramos do Senhor a paz para Jerusalém e para toda a Terra Santa; rezamos para que prevaleça, entre as Partes, a vontade de retomar o diálogo e se possa finalmente chegar a uma solução negociada que permita a coexistência pacífica de dois Estados dentro de fronteiras mutuamente concordadas e internacionalmente reconhecidas. O Senhor sustente também os esforços de quantos, na Comunidade Internacional, se sentem animados pela boa vontade de ajudar aquela martirizada terra a encontrar – não obstante os graves obstáculos – a concórdia, a justiça e a segurança por que há muito aguarda.

Vemos Jesus no rosto das crianças sírias, ainda feridas pela guerra que ensanguentou o país nestes anos. Possa a Síria amada encontrar, finalmente, o respeito pela dignidade de todos, através dum esforço concorde por reconstruir o tecido social, independentemente da pertença étnica e religiosa. Vemos Jesus nas crianças do Iraque, ainda contuso e dividido pelas hostilidades que o afetaram nos últimos quinze anos, e nas crianças do Iémen, onde perdura um conflito em grande parte esquecido, mas com profundas implicações humanitárias sobre a população que padece a fome e a propagação de doenças.

Vemos Jesus nas crianças da África, sobretudo nas que sofrem no Sudão do Sul, na Somália, no Burundi, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana e na Nigéria.

Vemos Jesus nas crianças de todo o mundo, onde a paz e a segurança se encontram ameaçadas pelo perigo de tensões e novos conflitos. Rezamos para que se possam superar, na península coreana, as contraposições e aumentar a confiança mútua, no interesse do mundo inteiro. Ao Deus Menino, confiamos a Venezuela, para que possa retomar um confronto sereno entre os diversos componentes sociais em benefício de todo o amado povo venezuelano. Vemos Jesus nas crianças que padecem, juntamente com suas famílias, as violências do conflito na Ucrânia e as suas graves repercussões humanitárias, e rezamos para que o Senhor conceda, o mais depressa possível, a paz àquele querido país.

Vemos Jesus nas crianças, cujos pais não têm emprego, provando dificuldade em oferecer aos filhos um futuro seguro e tranquilo; e naquelas cuja infância foi roubada, obrigadas a trabalhar desde tenra idade ou alistadas como soldados por mercenários sem escrúpulos.

Vemos Jesus nas inúmeras crianças constrangidas a deixar o seu país, viajando sozinhas em condições desumanas, presa fácil dos traficantes de seres humanos. Através dos seus olhos, vemos o drama de tantos migrantes forçados que chegam a pôr a vida em risco, enfrentando viagens extenuantes que por vezes acabam em tragédia. Revejo Jesus nas crianças que encontrei durante a minha última viagem ao Myanmar e ao Bangladesh, e espero que a Comunidade Internacional não cesse de trabalhar para que seja adequadamente tutelada a dignidade das minorias presentes na região. Jesus conhece bem a tribulação de não ser acolhido e a dificuldade de não ter um lugar onde poder reclinar a cabeça. Que o nosso coração não fique fechado como ficaram as casas de Belém.

Queridos irmãos e irmãs!

Também a nós é indicado, como sinal do Natal, «um menino envolto em panos» (Lc 2, 12). Como a Virgem Maria e São José, como os pastores de Belém, acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus feito homem por nós e comprometamo-nos, com a sua graça, a tornar o nosso mundo mais humano, mais digno das crianças de hoje e de amanhã.


A vós, queridos irmãos e irmãs, congregados de todo o mundo nesta Praça e a quantos estão unidos connosco, nos vários países, através do rádio, televisão e outros meios de comunicação, dirijo cordiais votos de Boas Festas.

Que o nascimento de Cristo Salvador renove os corações, suscite o desejo de construir um futuro mais fraterno e solidário, conceda alegria e esperança a todos. Feliz Natal!

Terça, 26 Dezembro 2017 10:14

Feliz Natal

“Nasceu Jesus! Deus, em Jesus, tornou-Se humano, gente, um de nós. Então, humanize-se, torne-se gente de verdade. Feliz Natal!” (fr. Paulo Sérgio, ofm).

Celebrando o grande mistério do nascimento de Jesus somos convidados a contemplar a ação de Deus em favor de toda humanidade. Deus, em Jesus, desceu de Sua glória para fazer a nossa experiência humana... Ele assumiu a nossa condição, Se tornou uma criança, nasceu de uma mulher, fez-Se pequeno e humilde numa estrebaria de Belém...

Maior PRESENTE não poderíamos receber, pois o próprio Filho nos foi dado... Então, aproveite bem este tempo feliz para ser PRESENÇA na vida das pessoas. O melhor presente que você pode dar é o melhor que você poder SER... Então seja você mesmo o PRESENTE, compartilhando a LUZ, a ALEGRIA, a SOLIDARIEDADE... Feliz Natal para você que acredita no BEM e no AMOR!

Tenha uma abençoada e iluminada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 22 Dezembro 2017 15:33

Verbum Caro Factum Est

E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre (Lc 1, 42).

No mistério da encarnação, Deus conta com a participação humana... Ele envia o seu melhor anjo, chamado Gabriel... Ele é enviado a uma jovem filha de Sião: Maria de Nazaré! Na anunciação, Gabriel comunica o extraordinário fato: O CRISTO, Palavra Criadora e Criativa de Deus, vai tornar-se uma criança no ventre daquela virgem escolhida... Escolhida sim, mas com a liberdade de escolha!

Como DEUS é gentil e elegante: coloca-Se, através de Gabriel, diante daquela jovem menina: DEUS pede licença para entrar, Ele convida Maria a participar da História da Salvação! E, Maria, na sua plena liberdade, participa desse mistério... Participa também da mesma UNÇÃO do Cristo... E, assim, o Verbo se faz carne e habita no meio de nós! (cf. Jo 1, 14).

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 20 Dezembro 2017 17:12

Expectativa

"Vivamos este tempo com a grande expectativa do encontro da nossa humanidade com a humanidade e divindade do Filho de Deus” (Pe. Kleber R. da Silva).

A celebração deste tempo do Advento foi instituída para renovar em nós este desejo dos antigos pela vinda do Senhor e para que, seguindo o seu exemplo, possamos nós também suspirar pela Sua Vinda gloriosa. Daí, o Ad-vento, quer ser um tempo de condução, de caminho, de saída de nós mesmos para o Grande Encontro de Belém!

Se queremos conhecer a PAZ quando Ele (o Cristo) vier, esforcemo-nos por acolher com fé e amor a sua vinda passada, permanecendo fielmente nas obras que então nos manifestou e nos ensinou.  Nutramo-nos, de coração, do amor de Cristo e, por ele, do seu desejo, para que, logo que chegue o Senhor, o Desejado de todos os povos, possamos levantar os olhos para Ele com toda a confiança...

Abraços terapêuticos!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 18 Dezembro 2017 15:30

Deus age no agora

“O ontem não existe mais. O amanhã ainda não existe. Você só tem o hoje. Este é o dia que Deus age” (Max Lucado).

O dia de hoje, o momento atual, o aqui e agora... Eis aí o que se pode compreender, ou melhor, que se pode VIVENCIAR, do tempo... O passado serve apenas como aprendizado, pois vamos evoluindo, crescendo nas experiências dos erros... O futuro é apenas uma projeção da mente ansiosa que quer nos tirar da única certeza que temos: o aqui e agora!

No tempo do Ad-vento somos chamados a caminhar, a sair de nós mesmos, a fazer encontros transformadores com as pessoas... Nesta jornada, seguimos uma estrela, nos tornamos mensageiros de boas notícias, anunciadores do tempo de PAZ... No caminho de Belém vamos aquecendo os corações para o grande encontro: com Aquele que vem em nome do Senhor, com o Salvador na forma de uma Criança Divina: eis aí a LUZ do Natal!

Tenha uma abençoada e iluminada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Segunda, 18 Dezembro 2017 12:31

O mundo tornou-se presépio

A encarnação do Verbo de Deus, Jesus Cristo, mudou o curso da história, o destino do homem e do mundo. O tempo foi fecundado pelo eterno e os atos humanos ganharam uma significação decisiva: nos fatos se constrói a salvação ou a perdição da vida. Crer num Deus que assumiu a condição humana é crer que toda pessoa tem uma dignidade e um valor fundamental, pelo simples fato de viver, porque a vida é sagrada.

Depois de Cristo, tudo tem a ver com Deus: as criaturas, a natureza, as diferentes culturas, as raças, e todas as coisas mais comuns que constituem a vida humana. “Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada se fez de tudo o que foi feito” (Jo 1,3). Hoje, a encarnação tem um caminho de volta: por meio de cada pessoa e do mundo em que vivemos, podemos descobrir a presença do Deus que assumiu nossas feições e tornou-se um de nós. “Entre nós armou sua tenda e nós vimos sua glória” (Jo 1,14).

Quando São Francisco de Assis, em sua intuição original recriou no presépio de Greccio, a expressão poética do natal, desejava experimentar e reviver na própria carne, o mistério e o encantamento, o amor e a dor, a contradição da glória divina revelada na pobreza do Filho de Deus. Desde então, compor um presépio com figuras e materiais comuns e ordinários, tornou-se um ato de fé, vislumbrando a presença do Deus encarnado em tudo aquilo que constitui a vida. Para contemplar o presépio e nele descobrir a revelação divina no cotidiano humano, há uma condição: é preciso mudar o coração e o olhar, porque o mundo tornou-se presépio.

É este o sentido de compor e imaginar a cena do nascimento de Jesus Cristo nas mais diferentes situações e culturas. É Ele o índio, é Ele o negro, é Ele o pobre, o homem comum na cidade, na favela, no campo… Porque todo ser humano tornou-se sacramento do Filho, e todo lugar e cultura tornaram-se sacramento da manjedoura de Belém. Universal não é o presépio, é sim o mistério da vida que só tem uma morada: o coração humano.

Natal e presépio revelam uma contradição: ao assumir na carne as limitações da vida humana, Deus eliminou toda distância e superou toda separação. Porque é livre, cada pessoa pode não viver nesta mesma dinâmica divina do amor e, de algum modo, vai experimentar o paradoxo de uma vida fechada em si mesma. Natal é linguagem divina. Presépio é pedagogia humana para que, na abertura ao mundo, se possa descobrir o que é essencial. Então seremos capazes de sentir, mesmo na precariedade da vida que, “Deus armou sua tenda entre nós, e vimos sua glória, e da sua plenitude TODOS nós recebemos graça sobre graça” (Jo 1,14.16).

 

 

Quinta, 14 Dezembro 2017 11:50

Sejamos Vigilantes

“Todo cristão há de manter-se vigilante, para que a vinda do Senhor não o surpreenda mal preparado” (Santo Agostinho).

Por meio de sua Palavra, Deus vem ao nosso encontro, nos põe em seus caminhos e nos enriquece com seus dons. Aprendamos dele como estar preparados para sua vinda, favorecendo os caminhos do coração... E este precisa estar desejoso, sedento desta visita, na abertura à Criança Divina...

Quando seguimos a nossa intuição e ouvimos a voz do nosso coração, conseguimos fazer tudo com mais prazer e consequentemente, mais felicidade angariamos em nossa vinda. Prepare bem o seu coração, que ele seja um presépio onde a Criança Divina possa entrar e fazer morada... Boa caminhada, boa preparação e um feliz Ad-vento!

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Novo ano litúrgico

No próximo dia 27 de novembro, a Igreja inicia o novo Ano Litúrgico com a celebração do 1º Domingo do Advento. Diferentemente do ano civil, com o Tempo do Advento, a Liturgia da Igreja inicia um novo ciclo para as leituras bíblicas dominicais, do ano B, no conjunto, marcadas pelo evangelista Marcos.

Se o ano A, em certo sentido, o ano eclesiológico (pela presença da teologia mateana da Igreja como verdadeiro Israel), podemos dizer que o ano B é, principalmente, cristológico, pois é caracterizado pela meditação de Marcos sobre o caráter messiânico de Jesus e do Reino que ele inaugura, ainda que de modo inesperado e não manifesto. Marcos é também chamado o evangelho querigmático, porque nele transparece claramente a estrutura do querigma ou anúncio da atuação, morte e ressurreição do Cristo, como era proclamado no início da pregação cristã.

Tempo de Advento no Ano B

O Advento do ano B parece caracterizado sobretudo pela idéia do encontro com Deus, a realização da promessa de sua irrestrita presença junto a nós. O primeiro domingo sugere uma atitude de preparação geral para o encontro com o Senhor, no fim dos tempos, no “último dia”. Isso, porém, nada tem de trágico. Pelo contrário, a liturgia transborda de confiante esperança: “Se rasgasses os céus!” A vinda do Juiz e Senhor da História não é, para os cristãos, a destruição da História, mas seu arremate. Os cristãos estão vigiando para, por sua dedicação aqui e agora, participarem do Reino transcendente.
O segundo passo do encontro é a conversão, ou seja, a transformação da vida, com vistas ao grande encontro final. A liturgia evoca aqui a pregação escatológica do Batista e as imagens isaianas da terraplanagem do caminho para o Deus libertador. No 3º domingo já ressoa a alegria por causa da presença de Deus, testemunhada pelo Batista e pelo arauto de Is 61, que anuncia a boa-nova aos pobres. No 4º domingo – o domingo de Maria – são confrontados o “sim” de Deus (promessa) e o “sim” da pessoa humana (Maria, “fiat”). Realiza-se a promessa do Messias da linhagem de Davi, graças à disponibilidade da Serva.

 

, 12 Dez. 17 /.- “Não se perturbe teu rosto, teu coração... Não estou eu aqui, tua Mãe?”, disse a Virgem de Guadalupe ao aflito Juan Diego em 12 de dezembro de 1531. Ela, a Padroeira da América e do México, quis deixar sua imagem desde esse dia em uma singela “tilma” como sinal do amor de Deus para com os crentes e não crentes.

Somente dez anos depois da conquista do México, os missionários tinham pouco êxito na evangelização e conversão dos novos povos, em grande parte pelo mau exemplo dos que, chamando-se cristãos, abusavam dos nativos.

Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem apareceu a um humilde índio convertido ao cristianismo, chamado Juan Diego, em um lugar denominado Tepeyac. Maria se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus”.

A Rainha do Céu lhe encomendou que, em seu nome, pedisse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma Igreja no lugar da aparição.

O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem pediu a Juan Diego que insistisse. No dia seguinte, ele voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e lhe pediu provas objetivas do prodígio.

Na terça-feira, 12 de dezembro, a Virgem apareceu e consolou Juan Diego, dizendo: “Não tema…”,  porque seu tio já estava curado. Logo, convidou-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher algumas flores e trazê-las para Ela.

Apesar da estação de inverno e da aridez do lugar, São Juan Diego encontrou flores muito belas e colocou-as em sua “tilma”. A Virgem, então, mandou que ele as apresentasse ao Bispo.

Estando na frente do Prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. Na manta apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe. O Bispo e os demais presentes caíram de joelhos com grande assombro. Em seguida, o Bispo pediu perdão.

No dia seguinte, foram ao monte Tepeyac, onde imediatamente as pessoas se ofereceram para elevar o templo. Juan Diego pediu permissão e foi pressurosamente ver seu tio Juan Bernardino, que tinha estado com a saúde muito debilitada. Ao chegar, viu que seu parente estava recuperado.

Ali, Juan Diego lhe contou o acontecido e o tio respondeu dizendo que a Virgem também lhe tinha aparecido e que havia pedido que contasse ao Bispo sobre sua cura.

Com o manto, a Virgem trouxe reconciliação entre nativos e espanhóis porque, com os símbolos que ali apareciam, as duas culturas podiam entender perfeitamente a mensagem do Céu. Do mesmo modo, ajudou-lhes a compreender que a fé cristã não é propriedade de ninguém, a não ser um dom de amor para todos.

Nos 7 anos depois das aparições, houve uma conversão de 8 milhões de nativos – o que representa uma média de 3 mil homens por dia e que faz recordar a pregação de São Pedro no dia do Pentecostes, no qual também se converteram 3 mil homens.

A cada ano, aproximam-se da venerada imagem cerca de 20 milhões de fiéis e, no dia de sua festa, calcula-se que quase três milhões vão ao santuário.

“Quero muito, ardo de desejo de que aqui tenham a bondade de construir-me um pequeno templo, para ali O revelar a vocês, engrandecendo-O e entregar vocês a Ele, a Ele que é todo o meu amor, a Ele que é meu olhar compassivo, Àquele que é meu auxílio, Àquele que é minha salvação”, disse a Virgem do Guadalupe a São Juan Diego.

“Porque em verdade, tenho a honra de ser a mãe misericordiosa de todos vocês; tua e de todos os povos aqui nesta terra unidos e dos demais diferentes homens, que me amam, os que a mim clamam, os que me buscam, os que me honram confiando em minha intercessão. Porque ali estarei sempre disposta a escutar seu pranto, sua tristeza, para purificar, para curar todas as suas variadas misérias, suas penas, suas dores”, acrescentou a Mãe das Américas.

Segunda, 11 Dezembro 2017 11:11

Ele está pra chegar

“O homem está para vir. O homem é o futuro do homem” (Francis Jean Ponge).

O homem (humano) é sempre uma dinâmica e um processo de vir-a-ser... Ele é potência, está em processo de feitura, uma estrada aberta que aponta para o futuro... E este futuro se constrói no aqui e agora da vida, na sua capacidade de criação, na criatividade de se fazer e re-fazer: o humano está sempre nascendo, em formação (ação de se formar, de dar forma), em abertura para acontecer e ser ao mesmo tempo!

No caminhar do Ad-vento nos colocamos numa vereda de renascimento... Juntos vamos visitar uma criança humana e divina... E essa criança é cada um de nós, a criança divina que está em nós como projeto divino... Se você se dis-por ao caminho, perceberá que ele é para dentro, que ele se faz na capacidade de abandonar coisas velhas para abraçar o novo que chegar... Ad-vento é caminho de Belém (Belém = Casa do Pão)... Caminho do grande encontro do humano com o Divino...

Tenha uma abençoada semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm