ROBSON BRANDAO

ROBSON BRANDAO

Quarta, 17 Janeiro 2018 09:48

Ser flexível

“Não há que ser forte. Há que ser flexível” (Provérbio Chinês).

A mais profunda raiz do fracasso em nossas vidas é pensar: como sou inútil e fraco. É essencial pensar poderosa e firmemente: 'eu consigo', ‘eu sou capaz’, ‘eu posso’! Sem ostentação ou preocupação, pois uma autoestima boa e trabalhada será a força necessária para nunca desistir...

Pense na sabedoria dos bambus: eles estão sempre em grupo e são flexíveis... Se assim não fossem não resistiram aos vendavais, quebrariam facilmente... A força não está, necessariamente, na rigidez, mas na capacidade de sermos flexíveis, sem perder o prumo da nossa vida... Assim, quando a tempestade passar, retornaremos ao nosso eixo fundamental, bem enraizados no nosso lugar existencial...

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Sexta, 05 Janeiro 2018 13:47

Paciência

“Lance suas sementes no solo da vida, no solo dos corações... Cuide daquilo que semeaste, pois as flores e os frutos virão no momento oportuno” (Fr. Paulo Sérgio, ofm).

Uma coisa é colher, outra é plantar. Na colheita aprendemos a receber, no plantio o dar... Não faça com que a pressa de colher, estrague o seu momento de plantar. No plantar aprendemos muitas lições: preparar, cultivar, cuidar... E tudo isso nos faz crescer na paciência da espera. E a paciência nos cura da ansiedade, da síndrome do pensamento acelerado...

Dizem que pa-ciência é a ciência da paz... Há quem diga que a pa-ciência é a ciência da espera, do sofrimento do aguardar a vez (do radical grego pathos). O certo é que a “paciência é o intervalo entre a semente e a flor” (Ana Jácomo), o aprendizado da vida, a capacidade de perceber já no presente, tudo aquilo que a VIDA se nos apresenta...

Abraços terapêuticos,

Frei Paulo Sérgio, ofm

Quarta, 03 Janeiro 2018 10:50

"Vencer é nunca desistir"

"Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois para mim, vencer é nunca desistir” (Albert Einstein).

Diante deste novo tempo, somos mais uma vez desafiados pela vida a darmos passos, a crescer diante daquilo que o futuro nos interpõe. É preciso vigor e coragem para tomar as decisões, mesmo que venhamos a nos arrepender. Os erros nos fazem crescer, pois nos trazem experiências, possibilitam caminhos não trilhados. O erros são as oportunidades para os acertos, para as vitórias maiores e mais significativas.

Então não tenha medo de errar: planeje, estabeleça metas e prioridades! Permita o aprendizado da própria jornada. Procure acreditar mais em você mesmo, nos seus dons e capacidades. Você é uma pessoa única e, como tal, um verdadeiro dom para a humanidade. Não desperdice seus talentos: faça-os crescer e colabore para o crescimento de muitas pessoas que caminham com você...

Abraços terapêuticos...
Frei Paulo Sérgio, ofm

Sábado, 08 Julho 2017 09:34

800 anos de nascimento de São Boaventura

João de Fidanza, filho de João de Fidanza e Maria Ristelli, nasceu em Bagnoregio (1217/1221), do distrito de Viterbo, dos Estados Pontifícios, em 1221. Curou-se na infância de grave doença, depois de uma invocação a São Francisco de Assis feita por sua mãe, a que faz referência o próprio São Boaventura (Sermo de B. Francisco, serm.3).

Pelo ano 1234 seguiu para a Faculdade das Artes, de Paris, onde se graduava pelo ano 1240. Ingressou aos 17 anos na Ordem dos Franciscanos, onde assumiu o nome de Boaventura. Talvez estivesse motivado pela devoção a São Francisco que lhe vinha da infância, e ainda pela admiração a Alexandre de Hales, por quem se deixara orientar doutrinariamente, enfim pelo apreço em que levava o espírito da Ordem, como se infere de suas mesmas palavras.

A teologia a estudou provavelmente sob Alexandre de Hales (+ 1245), porque o chama de pai e mestre. Boaventura principia o magistério em 1248 como bacharel bíblico, com o Comentário ao Evangelho de S. Lucas; conforme os estatutos da Universidade, dois anos depois, como bacharel sentenciário, explicaria a Sentenças, o que teria feito, então, em 1250 e 1251; na mesma sequência deveria chegar ao doutorado em teologia em 1253. Frente às dificuldades criadas então aos religiosos, parece que Boaventura só conseguiu o reconhecimento do título em 1257.

Mas, abandonou exatamente, então, o magistério, passando então ao posto de Geral da Ordem Franciscana; tinha 36 anos. Dedicou-se à causa da Ordem, à sua espiritualidade e à pregação em geral. Em 1273 foi feito cardeal e bispo de Albano.

Exerceu especiais incumbências no Concílio de Lyon, quando foi conseguida a união com a Igreja Grega (6-7-1274), a qual todavia foi precária. Oito dias após o Concílio faleceu o cardeal (14-7-1274). Foi canonizado em 1482 e declarado doutor da Igreja em 1587.

Boaventura chegara mais cedo a Paris que São Tomás; enquanto o primeiro se graduava em artes em Paris em 1240, Tomás chegará a Paris em 1245, para seguir em 1248 para Colônia. Boaventura completa o tirocínio para a conquista do grau de mestre em 1253, Tomás, que retornara a Paris, lecionou ali de 1252 a 1259, depois seguindo para a Itália (1259-1268).

Cessou, porém o magistério de Boaventura em 1257. Entretanto Boaventura não paralisou as suas preocupações intelectuais. Foi a um tempo, um homem de estudo, de ação e além de místico. Não participou das controvérsias tomistas de 1270, mas apoiou tacitamente a oposição, que era agostiniana.

A obra literária de S. Boaventura é relativamente grande, principalmente tendo em consideração que lecionou apenas 10 anos (1248-1257), de quando datam os livros do tipo escolar. São de interesse filosófico:

Comentários sobres as Sentenças (c. 1248-1255);
Quaestiones disputates, sendo 7 De scientia christi, 8 de Mysterio Trinitatis, 4 de perfectione    evangelica;
Itinerarium mentis ad Deum (1259);
Breviloquium (antes de 1257);
De reductione artium ad theologiam;
e os tratados sobre os Tópicos, Meteoros, e De generatione de Aristóteles.

Deixou também numerosos sermões e escritos de natureza mística.

São Boaventura morreu no dia 15 de Julho do ano de 1274.

ORAÇÃO - Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sábado, 08 Julho 2017 09:32

O “porquê” que torna leve o fardo

Frei Gustavo Medella

“Não é que seja pesado, é sem jeito para carregar”. Esta constatação se faz sobre todo e qualquer objeto que exija força e destreza para ser carregado. A geladeira duplex que precisa ser subida pela escada porque não cabe no elevador, o armário de seis portas que deve ser transportado sem desmontar porque seria impossível uma remontagem, o piano de cauda que só pode ser levado numa posição para não desafinar e que aquela senhora idosa doou para o conservatório porque em sua casa ninguém mais faz soar aquelas teclas. Percebe-se, assim, que são pesados de fato e difíceis de carregar estes fardos.

No entanto, a dificuldade se torna contornável quando há um sentido em carregá-los. Existe um “porquê”. A geladeira duplex vai facilitar a vida na cozinha, diminuir a necessidade das frequentes idas ao mercado e proporcionar à família mais tempo para ficarem juntos pela facilitação do trabalho doméstico. O armário de seis portas vai ajudar o casal de filhos, pelo menos em tese, a manter o quarto mais organizado, sem tantos calçados, meias, livros, material escolar, roupas – sujas e limpas – espalhadas por todo canto da casa. E o piano de cauda? Naquele conservatório proporcionará a iniciação musical de muitas crianças de uma comunidade carente que se inscreveram nas aulas gratuitas de piano. Pesados fardos que se tornam leves não porque deixaram de pesar, mas porque carregá-los adquire um sentido especial de aproximação, de facilidade, de esperança e de abertura de novos horizontes.

No Evangelho deste 14º Domingo do Tempo Comum (Mt 11,25-30), Jesus afirma: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (29-30). Muito semelhante às situações práticas exemplificadas no início, o seguimento de Jesus se torna suave e leve não porque seja fácil. Basta que se olhe para a própria trajetória terrena do Senhor, repleta de contrariedades, carências, injustiças e perseguições. No entanto, torna-se uma caminhada realizadora porque repleta de um sentido capaz de transcender todas as dificuldades. Aqui também existe um “porquê” capaz de sustentar o discipulado.

Tal sentido profundo e consistente só de poder ser compreendido a partir da ótica da humildade de quem consegue despir-se de grandes pretensões em torno de si mesmo, deixar de lado sonhos de grandeza e prestígio, esvaziar-se do orgulho e da ganância para se lançar na construção do Reino de Deus. Em oração, peçamos ao Senhor a força e o sentido necessários para continuarmos a carregar com alegria e gratidão os fardos que a fidelidade ao Evangelho nos possa impor.

Terça, 10 Janeiro 2017 10:31

CAPITULO DAS ESTEIRAS

A CFFB (Conferência da Família Franciscana do Brasil), convida todos religiosos, amigos e simpatizantes para participar do CAPÍTULO NACIONAL DAS ESTEIRAS.

 

Que acontecerá do dia 03 a 06 de agosto de 2017 em Aparecida – São Paulo.

Com Tema: Levar ao mundo a misericórdia de Deus.

 

As inscrições e maiores informações estão sendo feitas passadas pelo facebook e fone da CFFB, aqui em Brasília.

 

Fone: 61. 3349-0157 ou pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

“A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser atingida pelo entendimento” (Albert Einstein).

 

O amor é um sentimento inenarrável que rompe todas as barreiras e limites, invade pensamentos e impulsiona emoções, gera paz e euforia, alimenta sonhos e ilusões... Porém, como é difícil para nós, humanos, conseguir entender e praticar o amor! O amor verdadeiro, que gera o bem, que abençoa, que se alegra com as conquistas das pessoas...

 

Esse amor verdadeiro precisa ser engendrado em nós, através de um processo intenso de oração, contemplação e meditação cristã. Quando estamos empoderados pelo amor de Deus, nos tornamos pessoas mais tolerantes, mais alegres e felizes... O entendimento que fala Einstein gera em nós a capacidade de acolher e aceitar as pessoas em suas fraquezas e potencialidades. Aprendemos a praticar a misericórdia, dom de Deus, para conosco mesmos e para a pessoas...

 

Tenha um excelente fim de semana!

Frei Paulo Sérgio, ofm

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